- O presidente dos Estados Unidos recuou de impor tarifas para Greenland e afastou o uso da força, indicando que um acordo-quadro sobre a ilha pode estar próximo.
- Trump disse ter discutido com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que pode haver um acordo que atenda ao seu desejo por defesa antimísseis e acesso a minerais, evitando que Rússia e China dominem o Ártico.
- Não ficou claro se Greenland permaneceria sob domínio dinamarquês, enquanto a Dinamarca reiterou que não cederá soberania e continuará conversando sobre segurança e integridade territorial.
- As ações europeias recuaram, mas reagiram positivamente ao recuo das tarifas; autoridades europeias pedem cautela sobre avanços e desfechos da questão.
- Líderes europeus e eventos em Davos sinalizam que, embora haja abertura ao diálogo, ainda não há acordo definitivo sobre o status de Greenland nem sobre o fortalecimento da aliança transatlântica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou de ameaças de impor tarifas a países que se opõem aos seus planos sobre a Groenlândia, marcando uma saída de atrito que ameaçava romper décadas de aliança transatlântica. Em Davos, após semanas de provocações, ele descartou o uso da força e sinalizou que um acordo-quadro sobre a ilha ártica estaria próximo.
Trump afirmou, em reunião com o secretário-geral da Otan, que pode haver um acordo que atenda ao seu objetivo de defesa antimísseis e acesso a minerais, ao mesmo tempo em que restringe o que ele chama de ambições da Rússia e da China no Ártico. A posição foi recebida com alívio superficial, mas o formato do eventual acordo permaneceu vago.
O líder alemão e aliados europeus destacaram a importância de manter a aliança, enquanto o premiê dinamarquês sublinhou que a integridade territorial da Dinamarca é inegociável. Em Davos, o presidente ucraniano Zelenskiy também participa de conversas com Trump, em meio a tensões energéticas na região.
Reações internacionais
Após o recuo, as bolsas reagiram com alívio parcial, com o índice pan-europeu STOXX 600 registrando alta, ainda que a incerteza permaneça. A discussão sobre Groenlândia ganhou força no cenário internacional, com foco na defesa da região contra Russia e China.
O presidente Vladimir Putin afirmou, pela primeira vez, que a soberania sobre Groenlândia não é da preocupação da Rússia. A China reiterou que a suposta ameaça externa à Groenlândia era infundada, buscando reduzir tensões com o Ocidente.
Perspectivas de funcionamento da aliança
Duas frentes aparecem: manter a unidade da Otan e evitar uma ruptura que comprometa apoio a Ucrânia. O encontro entre Trump e Zelenskiy em Davos segue para definir passos diplomáticos, com autoridades europeias pedindo cautela para não desandar a cooperação estratégica.
O debate envolve ainda como a Otan pode defender o Ártico sem favorecer qualquer potência externa. Defensores da cooperação rejeitam medidas precipitadas que possam isolar aliados ou provocar retaliações comerciais.
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