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TACOs na Groenlândia: o que envolve a presença na região

Trump sinaliza acordo verbal sobre Groenlândia em Davos, com de-escalada descrita como frágil; detalhes do tratado permanecem incertos

U.S. President Donald Trump arrives for a meeting on the sidelines of the World Economic Forum in Davos, Switzerland, on Jan. 21.
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  • Em Davos, Trump abriu discurso falando de Greenland, sinalizou interesse em acordo com Dinamarca, mas recuou horas depois, dizendo ter estabelecido um arcabouço com a OTAN e que não vai impor tarifas neste momento.
  • Segundo relatos, o tema incluía renegociação de um tratado de milnovecinquenta e um que permite tropas americanas em Greenland, além de maior presença da OTAN no Ártico e acesso a reservas minerais, embora o texto ainda seja apenas verbal.
  • A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que a soberania de Greenland não está em negociação, e que os EUA devem falar com Copenhagen. A delegação dos EUA envolve o vice-presidente, o secretário de Estado e um enviado especial.
  • O “Board of Peace” de Trump ganhou forma, com líderes mundiais convidados para uma coalizão de mediação em Gaza; o grupo já tem carta de funcionamento e poderes de veto, sob críticas de possível enfraquecimento das Nações Unidas.
  • Israel realizou ataque em Gaza que deixou, ao menos, 11 mortos, entre eles jornalistas; as autoridades israelenses alegam que os jornalistas operavam com drone ligado ao Hamas.

Trump encerrou o discurso em Davos com um anúncio confuso sobre a Groenlândia, depois deu sinais contraditórios sobre o tema. O episódio ocorreu durante a participação do presidente dos EUA no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, em Davos.

Em Davos, Trump disse que buscava uma renegociação do tratado de 1951 entre Dinamarca e EUA, que permite presença de tropas americanas em Groenlândia. Ele afirmou que não usaria a força para tomar o território, mas sinalizou que Europa poderia enfrentar consequências caso dissesse não.

Horas depois, o presidente recuou, dizendo ter formado um marco de acordo com respeito à Groenlândia e ao Ártico, após reunião com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg. A aparente trégua envolveu a suspensão de tarifas contra países europeus que resistiram à sua bandeira de posse da ilha.

O que envolve o acordo

Relatos iniciais indicam que o foco seria reajustar o acordo de 1951 para ampliar acesso militar dos EUA na Groenlândia. Também se discutiria uma presença reforçada da OTAN no Ártico e acesso a reservas minerais estratégicas, ainda sem documento assinado.

Quem negocia não é claro. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que a soberania da Groenlândia não está em negociação e que o tema é responsabilidade de Copenhague. Autoridades dinamarquesas participam de conversas com Washington, com participação de vice-presidente e representantes do governo.

O governo dinamarquês afirmou buscar alinhamento com os EUA para evitar maiores investimentos da Rússia e da China na Groenlândia. A delegação americana deve incluir figuras como o vice-presidente e o secretário de Estado, entre outros.

Board of Peace avança

A promessa de uma estrutura internacional para questões de paz ganhou forma com o anúncio do Board of Peace. A iniciativa reúne líderes mundiais para discutir paz em áreas conflituosas, começando por Gaza. O conselho terá poderes e uma liderança central, com Trump ocupando o papel de presidente inaugurário.

Alguns países já integraram o grupo, mas o número de adesões permanece limitado. O objetivo declarado é criar uma coalizão com atuação rápida em missões de paz, apesar das críticas de que a iniciativa pode contornar a ONU.

Gaza e jornalistas

Durante as atividades em Davos, o governo israelense manteve uma ação militar na região de Gaza, provocando mortes de pelo menos 11 palestinos, entre eles dois crianças e três jornalistas. A ONG Palestina dos Jornalistas informou que as equipes estavam em missão humanitária quando foram atacadas. O Exército israelense afirmou investigar o uso de drones ligados a Hamas pela equipe de imprensa.

A ofensiva de Gaza segue como tema central das conversas internacionais, com organizações de direitos humanos alertando para riscos à imprensa na região. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com atenção às condições de segurança de jornalistas no terreno.

Cronologia e próximos passos

Otimismo cauteloso sobre uma solução arrefecida do conflito no Ártico e no Oriente Médio contrastou com críticas à forma como as propostas são apresentadas. Dinamarqueses e norte-americanos estão para avançar negociações formais, ainda sem datas definidas. A comunidade internacional aguarda esclarecimentos sobre o conteúdo concreto dos acordos.

Na agenda pública, destacam-se reuniões e eventos próximos: a cúpula da UE com a Índia e o prazo de financiamento temporário do governo americano, além de compromissos diplomáticos em outras frentes. O desenrolar dos temas em Davos mantém-se como principal fio da notícia.

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