- A Câmara dos EUA votou 215 a 215 e derrotou uma resolução que proibiria o presidente Donald Trump de ações militares na Venezuela sem autorização do Congresso.
- A medida previa a retirada das Forças Armadas da Venezuela, a menos que houvesse declaração de guerra ou autorização específica de uso da força.
- O resultado ocorre dias depois de uma proposta similar ter falhado no Senado, destacando a disputa sobre poderes de guerra entre Legislativo e Executivo.
- Os apoiadores dizem que é necessário evitar um novo “programa de guerra sem fim”; os oponentes argumentam que a Venezuela não tem tropas no terreno no momento.
- O contexto inclui a operação de janeiro que capturou Nicolás Maduro, o bloqueio naval dos EUA e tensões regionais associadas.
A Câmara dos Representantes dos EUA, controlada pelos republicanos, derrotou por pouco uma resolução que impediria o presidente Donald Trump de qualquer ação militar adicional na Venezuela sem autorização do Congresso. O resultado ocorreu nesta quinta-feira, em Washington, por 215 a 215.
A proposta exigiria a retirada das Forças Armadas Americanas da Venezuela, a menos que houvesse declaração de guerra ou autorização específica para uso da força. A votação empatada derrubou o texto, após debates sobre a necessidade de o Legislativo controlar decisões de guerra.
A decisão refletiu cautela entre membros do Congresso diante da política externa de Trump. Alguns republicanos argumentaram que a medida é desnecessária, já que não há tropas brasileiras no terreno da Venezuela. Outros afirmaram que a oposição busca prejudicar Trump.
Entre defensores da resolução, houve críticas à condução da política externa e ao risco de entrinchar os EUA em conflitos prolongados. Renomeados democratas defenderam que o Congresso deve reafirmar seu poder perante ações militares.
O debate vem em meio a ações recentes na Venezuela. Em 3 de janeiro, tropas associadas aos EUA teriam entrado em Caracas, com prisões de autoridades venezuelanas, em contexto de tensões na região. O governo americano sustenta que a operação judicial para Maduro era limitada.
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