- TikTok encerra disputa e separa suas operações nos Estados Unidos, mantendo a plataforma disponível para cerca de 200 milhões de usuários norte‑americanos.
- A nova joint venture nos EUA envolve Oracle, MGX e Silver Lake, cada um com 15% de participação; a ByteDance permanece com 19,9%.
- O acordo prevê salvaguardas para proteção de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários norte‑americanos.
- A movimentação acontece após o Congresso aprovar, em 2024, lei que exige desvinculação do TikTok da ByteDance, validada pela Suprema Corte.
- A ByteDance planeja investir cerca de US$ 23 bilhões em inteligência artificial para ampliar infraestrutura, modelos e aplicações internas, visando competir com Google, Microsoft e Meta.
O TikTok anunciou que concluiu o acordo para separar suas operações nos Estados Unidos, encerrando uma disputa de anos sobre o acesso de usuários norte‑americanos ao aplicativo. A joint venture criada terá salvaguardas para proteção de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software. A intenção é manter o uso do app nos EUA com maior controle regulatório.
A operação envolve a Oracle, o grupo MGX, sediado nos Emirados Árabes, e a firma de investimentos Silver Lake, cada uma com 15% de participação. A ByteDance, controladora do TikTok, permanecerá com 19,9%. O acordo preserva o acesso de cerca de 200 milhões de usuários no país e busca atender a exigências de segurança nacional.
A estrutura anunciada surge após aprovação, em 2024, de uma lei com amplo apoio bipartidário para desvincular o TikTok da ByteDance, sob pena de proibição. A legislação foi validada pela Suprema Corte, fortalecendo o caminho regulatório para o Arranjo nos EUA.
Novo arranjo
A joint venture manterá operações locais com mecanismos de proteção de dados e de segurança de algoritmo, além de padrões de moderação de conteúdo e garantias de software para usuários norte‑americanos.
A ByteDance planeja continuar investindo em inteligência artificial, em torno de US$ 23 bilhões, segundo informações divulgadas. O objetivo é competir com Google, Microsoft e Meta, ampliando a infraestrutura de IA e o uso da tecnologia em outras áreas do negócio.
Analistas do setor destacam que a decisão acompanha uma tendência de mercado, com demanda por serviços mais personalizados, maior concorrência com empresas norte‑americanas e necessidade de crescimento em mercados já maduros.
Com informações da AP, o acordo representa um marco na relação entre reguladores, empresas de tecnologia e o governo dos EUA, buscando equilíbrio entre acesso ao mercado e segurança nacional.
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