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Trump diz que tropas da OTAN ficaram distantes da linha de frente no Afeganistão

Trump acusa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de ficar 'um pouco atrás' no Afeganistão, sugerindo que aliados não atenderiam à defesa dos EUA, aumentando tensões

Donald Trump in Davos on Thursday.
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  • Donald Trump afirma que tropas de aliados ficaram “um pouco para trás, fora das linhas de frente” durante a guerra no Afeganistão, em apoio aos EUA.
  • Em entrevista à Fox News, ele disse não ter certeza de que a Otan defenderia os EUA no “teste definitivo” de ameaça.
  • Ele já havia chamado a Otan de “superestimada” e questionado a disposição dos membros em responder a crises.
  • Ao todo, quarenta e seis mil mortes militares e civis ocorreram entre aliados da Otan no conflito, sendo mais de 2,4 mil tropas dos EUA.
  • O secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, afirmou que os aliados defenderão os EUA caso haja ataque, rebatendo as críticas de Trump.

Donald Trump voltou a questionar a atuação dos aliados da OTAN, dizendo a Fox News que tropas de países aliados ficaram um pouco recuadas no front durante a guerra no Afeganistão, em apoio aos EUA contra o Talibã. A fala ocorreu após críticas anteriores ao bloco.

O uso do Artigo 5, que prevê defesa mútua, ocorreu apenas após os ataques de 11 de setembro, quando diversos membros enviaram milhares de militares ao Afeganistão. Mais de mil membros de forças não norte-americanas morreram no conflito.

Trump afirmou ainda não ter certeza de que a OTAN atenderia ao que chamou de teste final de defender os EUA, reforçando a percepção de que os aliados deveriam agir proativamente. O presidente exibiu tom crítico enquanto participava de Davos.

Reações oficiais

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse que os membros da aliança defendem os EUA e lembraram que o apoio ocorreu no Afeganistão, com soldados de várias nações retornando para casa. A afirmação busca assegurar o compromisso de defesa mútua.

Dados oficiais indicam que a coalizão teve 3.486 baixas no Afeganistão, sendo a maioria norte-americana. Entre os aliados, destacam-se Canadá, Reino Unido, Itália, Alemanha e França, com perdas e ferimentos significativos.

O Canadá registrou 165 mortes durante a missão de 12 anos, a mais longa para o país desde a Coreia. Outras nações também comprovaram perdas humanas e danos, incluindo civis em casos de combate.

Ao longo do debate público, Trump também mencionou questões históricas envolvendo a Dinamarca, que controla a Groenlândia, e que foram citadas como parte de críticas sobre o papel dos aliados na proteção durante a Segunda Guerra Mundial.

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