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Trump lança Conselho da Paz em Davos

Com a assinatura do Charter do “Board of Peace” em Davos, Trump reúne apoio de cerca de 25 países; críticos temem que a iniciativa debilite a autoridade da ONU

U.S. President Donald Trump shakes hands with Argentine President Javier Milei at the “Board of Peace” charter signing ceremony during the World Economic Forum in Davos, Switzerland, on Jan. 22.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, participou da cerimônia de assinatura do charter do “Board of Peace” em Davos, na Suíça, à margem do Fórum Econômico Mundial.
  • Mais de vinte líderes estiveram no palco e, segundo a Casa Branca, cerca de 25 países já aceitaram o convite, entre eles Argentina, Belarus, Egito, Hungria, Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
  • O charter assinado na quinta-feira não menciona Gaza explicitamente, ampliando o mandato da entidade e mantendo poder de Trump para nomear o substituto, vetar decisões e emitir diretrizes.
  • Ainda há países que ponderam ou rejeitaram a participação; França, Alemanha, Suécia e Noruega recusaram; Reino Unido tem reservas; Rússia disse que analisa participar; Israel não enviou representante, mas o premiê Netanyahu afirmou intenção de participar.
  • Críticos alertam que a iniciativa pode reduzir a autoridade das Nações Unidas; o Departamento de Estado americano suspendeu emissões de vistos de imigrante para 13 países signatários, e Washington já se afastou de várias organizações da ONU.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presenciou a assinatura da carta de criação do “Board of Peace” ao lado do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, na quinta-feira. Mais de 20 líderes participaram da cerimônia, com cerca de 25 países já aceitando o convite, segundo a Casa Branca.

O board foi concebido originalmente como um órgão transitário pós-guerra para a Faixa de Gaza, após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. A carta assinada hoje não menciona explicitamente Gaza, abrindo espaço para ampliar o mandato do órgão, segundo a leitura oficial.

Trump recebeu poderes para indicar o seu sucessor, vetar decisões e emitir diretrizes para cumprir a missão do Board of Peace, sem detalhar limites específicos. O anúncio ocorreu sob a expectativa de ampliar atividades para além de Gaza, conforme o discurso do presidente.

Alguns países ainda avaliam a participação ou recusaram o convite. Netanyahu indicou planos de participar, apesar de ressalvas anteriores sobre a participação da Turquia. O Reino Unido permanece reticente, citando dúvidas sobre a participação de Putin, que afirmou estar estudando a proposta.

Diversos países europeus recusaram participar, incluindo França, Alemanha, Suécia e Noruega. Espanha, Itália e Bélgica ainda analisam o documento, com divergências entre ministérios e assessorias diplomáticas sobre o suporte.

Especialistas destacam a hipótese de enfraquecimento da autoridade da ONU. Trump afirmou que o board poderia operar em conjunto com a ONU, enquanto já sinalizou a retirada de adesão a várias organizações da ONU, em linha com mudanças recentes na política externa.

Entidades e analistas observam que o Board of Peace apresenta traços de uma instituição multilateral, mas pode acelerar o declínio do sistema de segurança multilateral, segundo estudos e artigos publicados nesta semana. O tema divide opiniões entre apoiadores e críticos.

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