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Trump lança em Davos Conselho de Paz criado por ele

Trump lança Conselho de Paz em Davos para Gaza; 59 países alinhados, 22 se comprometeram; Brasil ainda não respondeu; cadeira permanente custa US$ 1 bilhão

U.S. President Donald Trump takes part in a charter announcement for his Board of Peace initiative aimed at resolving global conflicts, alongside the 56th annual World Economic Forum (WEF), in Davos, Switzerland, January 22, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Donald Trump lançou oficialmente o Conselho de Paz, criado por ele, com foco em pacificar e reconstruir Gaza, durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça.
  • Segundo Trump, 59 países teriam interesse, mas, na prática, apenas 22 nações já se comprometeram com o grupo.
  • Países convidados, incluindo o Brasil, ainda não responderam; Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já disseram não à adesão.
  • O Conselho, idealizado e presidido por Trump, pode atuar em outros temas globais, mesmo sem clara legitimidade para impor medidas de paz.
  • Participantes confirmados no eventoian foram o presidente argentino Javier Milei, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, o presidente indonésio Prabowo Subianto e o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev. Quem quiser uma cadeira permanente deverá pagar US$ 1 bilhão, com o fundo gerido pelos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o Conselho de Paz, criado por ele, com o objetivo declarado de pacificar e reconstruir Gaza. O ato ocorreu durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, nesta quinta-feira.

Trump disse que muitos querem participar do Conselho, mas vários países convidados ainda não reagiram. Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido, segundo ele, já comunicaram que não vão se associar.

Segundo o anúncio, 59 nações estariam alinhadas ao projeto, embora apenas 22 tenham se comprometido formalmente. Entre os que apoiam estão Arábia Saudita, Argentina, Egito, Israel, Jordânia, Turquia e Vietnã. A lista completa inclui Catar, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão e outros.

Participação internacional e mandato

Trump informou que, se aceitos, os países terão mandato de três anos. Para uma cadeira permanente, o ministro citou a exigência de um pagamento de US$ 1 bilhão, administrado exclusivamente pelo governo americano.

O Conselho de Paz foi idealizado, criado e presidido por Trump, e sua legitimidade para propor ou executar medidas em territórios estrangeiros foi apresentada de forma ambígua por alguns observadores. O presidente afirmou que o grupo poderá atuar em outros temas mundiais, além de Gaza.

O presidente argentino Javier Milei, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e os chefes de governo de Indonésia e Azerbaijão acompanharam Trump na assinatura do documento que formaliza o conselho. O grupo afirma trabalhar com as Nações Unidas, ainda que seu papel permaneça sem chancela institucional clara.

Contexto e próximas etapas

A iniciativa não tem, até o momento, reconhecimento formal de órgãos internacionais como a ONU. O debate sobre legitimidade, alcance e impactos permanece. Representantes de diversos países ainda não se manifestaram publicamente sobre a adesão.

O lançamento ocorreu com base em informações da Reuters, complementadas pelo Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil. Acompanhe os desdobramentos oficiais para novas confirmações de participação.

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