- Estima-se que o custo total de aquisição de Groenlândia possa chegar a quase US$ 1 trilhão, incluindo pagamento ao território, transferências para manter o estado social, infraestrutura e defesa.
- Para o governo dos EUA, a aquisição exigiria aprovação do Congresso; um tratado precisaria do apoio de dois terços do Senado, o que implicaria convencer pelo menos 14 democratas, mesmo com apoio republicano.
- Groenlândia é território autogovernado da Dinamarca; não é esperado que se torne estado dos EUA, com possibilidades como acordo de associação, território ou com presença de segurança.
- A Constituição dos EUA dá ao Congresso o controle de gastos; seria difícil obter financiamento equivalente ao orçamento de defesa sem acordo congressual.
- O país já mantém base militar na ilha e busca acesso a minerais raros e críticos; exploração de petróleo e gás é proibida por questões ambientais, e a mineração enfrenta entraves regulatórios e oposicões locais.
Greenland volta a ser tema de debate nos EUA após questionamentos sobre a possibilidade de o país adquirir a ilha dinamarquesa. Especialistas veem que não há mercado para compra de nações, mas estimam que o custo total ficaria próximo de mil trilhões de dólares, incluindo aquisição, transferências aos greenlandeses e investimentos em bem-estar, infraestrutura e defesa.
Segundo o especialista em Ártico Otto Svendsen, o valor refletiria não apenas a posse da maior ilha do mundo, mas também pagamentos únicos aos habitantes e apoio orçamentário para manter o estado de bem-estar da ilha. A ideia ganhou atenção pública, ainda que sujeita a ceticismo econômico.
Quem definiria o tamanho da aquisição seria o Congresso dos EUA. A Constituição exige aprovação para tratados, e histórias passadas indicam que grandes compras, como a Virgin Islands, foram fechadas por meio de tratados, requerendo apoio de uma maioria no Senado. Hoje, esse apoio seria necessário inclusive entre democratas.
A viabilidade política é discutida pelos apoiadores de Donald Trump e por opositores. Mesmo com maioria republicana no Congresso, é improvável que haja consenso para um acordo sem negociações com o Partido Democrata. Críticos destacam prioridades domésticas como saúde e educação.
Entre as opções para o status de Greenland, estão acordos de cooperação que incluiriam assistência financeira em troca de presença de segurança, ou o status de território, semelhante a outros territórios dos EUA. Aqueles cenários exigem diferente nível de participação e direitos dos habitantes.
O governo americano já mantém uma base na ilha e pode ampliar sua presença, segundo o debate. Além disso, há interesse em recursos minerais, especialmente em metais raros, ainda em grande parte inexplorados. A exploração de petróleo e gás fica bloqueada por razões ambientais e regulatórias.
Entre na conversa da comunidade