- Donald Trump retirou o convite para o Canadá integrar o “Board of Peace” (Mesa da Paz), iniciativa global para lidar com conflitos, segundo divulgação da imprensa.
- Mark Carney havia aceitado, em princípio, participar, mas as autoridades canadenses ainda discutiam detalhes sobre funcionamento e financiamento.
- O conselho seria presidido por Trump; membros permanentes teriam de contribuir com $1bn para financiar o órgão.
- Mesmo com posição inicial de alguns, muitos líderes de democracias liberais recusaram a participação; o Canadá disse que não pretende pagar o montante.
- Países mencionados como membros incluem Argentina, Bahrein, Marrocos, Paquistão e Turquia; Reino Unido, França e Itália sinalizaram não participar no momento.
Donald Trump retirou, nesta quinta-feira, o convite para o Canadá participar do seu projeto internacional chamado Board of Peace. A iniciativa, apresentada no Fórum Econômico Mundial, em Davos, busca coordenar ações de paz e reconstrução em conflitos globais.
O ex-presidente informou por meio de uma postagem, sem detalhar motivos, que o Canadá não integrará o Conselho. A mobilização previa a criação de um colegiado liderado por Trump e com membros permanentes que teriam contribuição financeira de 1 bilhão de dólares cada.
Antes de Davos, o governo canadense havia sinalizado interesse em participar, com a condição de entender a estrutura, o funcionamento e o financiamento. O ministro das Finanças do Canadá afirmou que o país não pretende pagar o valor estipulado para uma vaga permanente.
Contexto e posições
Em Davos, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Reino Unido, disse que o Canadá quer assegurar impacto máximo, mas indicou que ainda não havia acordo sobre os detalhes. Carney ressaltou que o entendimento financeiro ainda precisava ser acordado.
O governo canadense também abriu espaço para críticas sobre as regras da iniciativa, destacando rupturas com o que era considerado o arcabouço internacional anterior. Carney reforçou que o Canadá busca atuação responsável e alinhada a interesses nacionais.
Trump, por sua vez, indicou que o Board de Peace, ainda não plenamente formado, poderá atuar de forma autônoma, em cooperação com a ONU. A declaração foi dada durante a participação dele no encontro em Davos.
Desdobramentos
O anúncio de retirada do convite ocorre em meio a uma reação mista de aliados. Alguns governos, como Reino Unido, França e Itália, sinalizaram não aderir à proposta por ora. Entre os parceiros, Argentina, Bahrein, Marrocos, Paquistão e Turquia aparecem entre os membros.
A ONU informou que qualquer envolvimento com o Board dependerá do contexto da iniciativa ligada ao plano de paz em Gaza. A posição da organização reforça que a cooperação internacional é restringida aos objetivos alinhados aos seus mandatos.
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