- Celso Amorim afirmou à CartaCapital que o Brasil não teme retaliação se rejeitar o convite de Donald Trump para integrar o “Conselho da Paz”.
- Lula ainda não confirmou se aceita, enquanto Reino Unido, China, Alemanha e Rússia não se posicionaram; Espanha, França e Suécia já afastaram a adesão; a União Europeia expressou dúvidas sobre a compatibilidade com a ONU.
- Argentina, Paraguai, Arábia Saudita e Israel já integram o grupo de Trump.
- Amorim classificou a adesão como um “contrato de adesão” e lembrou que o Brasil é soberano e aberto a novas ideias.
- Em paralelo, Xi Jinping ligou para Lula para defender reforçar o papel da ONU; o anúncio do conselho é visto por críticos como tentativa de enfraquecer a ONU e ampliar o papel dos EUA.
O principal assessor de assuntos internacionais do presidente Lula, o ex-chanceler Celso Amorim, disse à CartaCapital que o Brasil não teme retaliações caso rejeite o convite de Donald Trump para integrar o chamado Conselho da Paz. Ele afirmou que o Brasil é um país soberano e que aceitaria propostas apenas em condições de negociação.
Ainda sem resposta formal de Lula, o governo brasileiro não confirmou a adesão ao conselho. Outros países já se manifestaram sobre o tema: Reino Unido, China, Alemanha e Rússia não deram sinais de adesão. Espanha, França e Suécia afastaram a participação, enquanto a União Europeia externou sérias dúvidas sobre a compatibilidade entre o conselho e a ONU.
Entre as nações que já integram o grupo de Trump estão Argentina, Paraguay, Arábia Saudita e Israel. Amorim afirmou que o Brasil não teme riscos de retaliação, enfatizando que a adesão seria tratada como contrato de adesão, sujeito a negociação.
Nesta sexta-feira 23, o presidente chinês Xi Jinping ligou para Lula e defendeu o reforço do papel central da ONU na comunidade internacional. O Ministério das Relações Exteriores da China já havia indicado apoio firme ao sistema internacional com as Nações Unidas no centro.
O contato ocorreu um dia após Trump inaugurar o conselho. A iniciativa é vista por críticos como possível tentativa de enfraquecer a ONU e ampliar a atuação dos EUA como uma espécie de polícia global, segundo relatos veiculados pela imprensa internacional.
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