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Ataques a subestações nucleares da Ucrânia podem provocar blecaute total

Ataques a subestações próximas a usinas nucleares podem provocar apagão total na Ucrânia, com interrupção de geração e colapso de infraestrutura urbana

Power blackout in Kyiv
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  • Zelenskiy afirmou que a Rússia pretende atingir subestações que fornecem energia às usinas nucleares, para deixar a Ucrânia sem energia e provocar apagões totais.
  • A Ucrânia opera três usinas nucleares com capacidade total de sete vírgula sete gigawatts; a quarta usina, Zaporizhzhia, está ocupada pela Rússia e não opera.
  • O déficit atual de geração é de cerca de dez gigawatts, parcialmente compensado por importações, o que exige grandes apagões regionais.
  • Estima-se que a geração nuclear chegue a até oitenta por cento do consumo, diante de severos prejuízos na maior parte da geração térmica pela sanção russa.
  • Subestações são pontos-chave do sistema elétrico: ataques recentes já atingiram dezenas de subestações fora das unidades nucleares, com danos principalmente em equipamentos auxiliares e reparos em dias; ataques próximos a usinas podem ter consequências imprevisíveis, incluindo risco a equipamentos e tubulações com água radioativa.

A ofensiva russa contra a Ucrânia já investe sobre pontos estratégicos do sistema elétrico, com foco em subestações que atendem às usinas nucleares. Zelenskiy afirmou que Moscou pretende atingir esses componentes para provocar um apagão total no país.

Segundo autoridades, a Ucrânia opera três usinas nucleares com capacidade total de cerca de 7,7 gigawatts. A quarta planta, Zaporizhzhia, está ocupada pela Rússia e não funciona. O déficit atual de geração é de aproximadamente 10 gigawatts, compensado apenas parcialmente por importações. Grandes cortes de energia devem ocorrer regionalmente.

Um dirigente do setor afirmou, sob reserva, que a geração nuclear pode responder por até 80% do consumo no país, em meio a interrupções generalizadas de outras fontes. Com a maior parte da geração térmica atingida por ataques, a remoção adicional de unidades nucleares elevaria o risco de falhas em infraestrutura urbana.

Subestações como elemento-chave do sistema

Especialistas destacam que usinas nucleares precisam de subestações potentes para levar a energia aos barramentos de alta tensão e, depois, às redes consumidoras. O diretor de um centro de pesquisa de energia em Kyiv ressaltou que 10 subestações-chave respondem por mais da metade do consumo proveniente de geração nuclear.

Algumas subestações ficam próximas aos reatores; outras se situam a dezenas ou centenas de quilômetros. Até o momento, não houve ataques diretos a subestações junto a unidades nucleares, segundo fontes da indústria, embora ataques a subestações distantes já tenham ocorrido ao longo dos quatro anos de conflito.

Riscos e impactos potenciais

Especialistas alertam que um raio de mísseis atingindo subestações próximas a reatores pode ter consequências imprevisíveis, incluindo possíveis danos a sistemas de tubulações que contêm água radioativa. Em alguns casos, partes do equipamento podem sofrer danos, ainda que o reator permaneça protegido pela estrutura.

Apesar de muitos danos terem sido reparados rapidamente, há relatos de quedas de potência que forçaram reduções na saída de várias centrais nucleares. Analistas destacam que, mesmo sem atingir diretamente o núcleo, ataques a infraestrutura associada podem comprometer a segurança operacional.

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