- Washington ameaçou autoridades iraquianas com sanções que visam o Estado do Iraque, incluindo potencialmente o fluxo de receita de petróleo via Banco da Reserva Federal de Nova York, caso grupos armados ligados ao Irã integrem o próximo governo.
- A advertência foi feita repetidamente nas últimas duas meses pela chargé d’affaires dos EUA em Bagdá, Joshua Harris, em conversas com autoridades iraquianas e líderes xiitas influentes por intermediários.
- O objetivo é impedir a participação de milícias apoiadas pelo Irã no novo governo, como parte do esforço dos EUA para reduzir a influência iraniana no Iraque.
- Os Estados Unidos atuam há anos para dificultar o fluxo de dólares vinculados ao Irã através do sistema bancário iraquiano, sem, porém, ter conseguido cortar de vez as transferências do Federal Reserve de Nova York para o Banco Central do Iraque.
- O porta-voz do Departamento de Estado americano reiterou apoio à soberania iraquiana e oposição a milícias apoiadas pelo Irã, sem comentar sobre sanções específicas.
DUBAI/WASHINGTON — Washington advertiu políticos iraquianos de sanções que atingiriam o estado, incluindo a possível retirada de uma parte essencial da receita de petróleo, administrada via o Federal Reserve Bank de Nova York, caso milícias ligadas ao Irã integrem o próximo governo. A informação é de quatro fontes à Reuters.
O aviso foi reiterado nas últimas duas meses pelo chargé d’affaires dos EUA em Bagdá, Joshua Harris, em conversas com autoridades iraquianas e líderes xiitas influentes, alguns ligados a grupos pró-Teerã, por intermediários. Diversas fontes falaram sob anonimato.
O objetivo americano é reduzir a influência de grupos associados ao Irã na política iraquiana, mantendo o país sob controle sobre recursos financeiros. O Departamento de Estado não comentou o assunto ao pedir posicionamento.
Estados Unidos afirmam apoiar a soberania iraquiana e excluir milícias que promovem interesses malignos e terrorismo na região, segundo um porta-voz do Departamento de Estado, que não respondeu a perguntas adicionais.
Bagdá ainda não comentou oficialmente sobre as sanções, e nem o governo de Mohammed Shia al-Sudani nem o banco central do Iraque responderam a solicitações de comentário.
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