- Familiares de dois argentinos detidos na Venezuela pediram à Santa Sé que intervenha para acelerar a libertação, à medida que Caracas começou a liberar alguns detidos.
- Nahuel Agustín Gallo, oficial de segurança nacional, foi preso em 8 de dezembro de 2024; German Giuliani, advogado, está preso desde maio de 2025.
- As esposas entregaram uma petição formal à Igreja Católica em Buenos Aires, dirigida ao Papa e ao cardeal Pietro Parolin, pedindo ação urgente.
- Alexandra Gómez, esposa de Gallo, disse que ainda há muitos inocentes desaparecidos e que as libertações parciais desgastam as famílias; ela afirma que o marido está há 411 dias sem contato.
- Manifestantes a favor de prisioneiros venezuelanos se reuniram em frente a autoridades com fotos e faixas; o governo interino vem promovendo algumas liberações, buscando reduzir a pressão interna.
Dois familiares de argentinos detidos na Venezuela podem ter pedido ao Vaticano que intervenha para acelerar a libertação de seus entes queridos, enquanto Caracas começa a liberar alguns presos. O apelo foi feito em Buenos Aires, por meio de uma petição formal à Igreja Católica.
Nahuel Agustín Gallo, oficial de segurança nacional, foi detido em 8 de dezembro de 2024, e German Giuliani, advogado, permanece preso desde maio de 2025. As famílias enviaram o documento ao Papa e ao Cardeal Parolin, solicitando ação urgente da Santa Sé.
Alexandra Gomez, esposa de Gallo, afirmou que ainda há pessoas inocentes desaparecidas e que as libertações parciais não aliviam o sofrimento das famílias. Ela afirmou que o cativeiro já dura 411 dias de forma considerada forçada.
Vaticano intervém
Segundo a carta, os parentes destacam a necessidade de proteger o bem-estar físico e psicológico dos detidos, bem como a dignidade humana. A mensagem também cita o compromisso da Santa Sé com direitos fundamentais.
A mobilização ocorreu junto a familiares e amigos de prisioneiros políticos venezuelanos, que realizaram manifestações com fotografias, bandeiras e cartazes pedindo o retorno dos detidos com vida.
Venezuela tem implementado uma onda de libertações de presos políticos e de outros detidos, embora muitos permaneçam sob custódia. O movimento acontece em meio a tensões políticas internas e sinaliza possível flexibilização das pressões com autoridades internacionais.
A ação sugere que o caso de Gallo e Giuliani ganhou dimensão diplomática, com pedidos de mediação externa para acelerar soluções judiciais e humanitárias no país, onde a situação permanece vigilante.
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