- O Ministério do Interior da Síria disse que assumiu a prisão de al-Aktan, em Raqqa, na Síria nordeste, que antes estava sob controle das Forças Democráticas Sírias (SDF).
- A prisão abriga detidos ligados ao grupo Estado Islâmico (EI) e houve confrontos próximo ao local entre forças do governo e a SDF nesta semana.
- Não ficou claro quantos detentos do EI permanecem em al-Aktan, já que os Estados Unidos começaram a transferir até sete mil prisioneiros ligados ao EI para o Iraque.
- O ministério informou que equipes especializadas foram formadas para manter a vigilância e a segurança dentro da prisão.
- A transferência de responsabilidade sobre prisões que abrigam detidos do EI faz parte de um acordo de integração divulgado no final de semana, que transferiria essa tarefa ao governo sírio.
O Ministério do Interior da Síria afirmou na sexta-feira ter tomado o controle da prisão de al-Aktan, na cidade de Raqqa, nordeste do país. A instalação era, até então, controlada pelas Forças Democráticas Sírias (SDF), lideradas pelos curdos. Os detidos são vinculados ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).
A operação ocorre em meio a confrontos na região entre as forças do governo sírio e a SDF, nas proximidades de al-Aktan. Ainda não há clareza sobre o número de detidos do EI que permanecem na prisão. A situação se intensificou após a transferência de presos do EI para o Iraque, iniciada pelos EUA.
Transição de responsabilidade e desdobramentos
O governo afirma que equipes especializadas de uma unidade de contraterrorismo foram formadas para assumir a guarda e a segurança da prisão, bem como o controle do ambiente interno. Um acordo de integração, celebrado no fim de semana, previa a transferência de responsabilidade pelos presídios com detidos do EI para o governo sírio.
A SDF informou que está em combate com forças do governo nas proximidades de al-Aktan e alertou que a tomada da prisão pode ter repercussões de segurança, potencialmente afetando a estabilidade regional. A retirada de detidos do EI para o Iraque envolve prisioneiros de diversos países, inclusive europeus, segundo autoridades dos EUA.
O fluxo de prisioneiros do EI para outros territórios ocorre em meio ao colapso rápido das forças lideradas pelos curdos no nordeste da Síria, amplificando preocupações com a segurança de instalações prisionais e com possíveis fugas. Em seguida, houve relatórios de uma fuga de cerca de 200 combatentes de baixo escalão do EI na prisão de Shaddadi, na Síria, com recaptura posterior de muitos deles.
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