- Israel quer restringir o número de palestinos que entram em Gaza pela fronteira de Rafah, com o Egito, para que haja mais saídas do que entradas, segundo três fontes anônimas.
- A travessia de Rafah é, quase, a única rota para os mais de dois milhões de moradores de Gaza e deve abrir na próxima semana; a faixa leste da região permanece sob controle militar de Israel desde 2024.
- Autoridades israelenses discutem a criação de um posto de controle militar dentro de Gaza, próximo à fronteira, para inspecionar todos que entram e saem.
- A travessia deve ser operada por membros da Autoridade Palestina e monitorada por pessoal da União Europeia, conforme ocorria em cessar-fogo anterior.
- Ainda não ficou claro como será aplicado o limite de entradas/saídas ou como será tratada a situação de quem ficar impedido de passar pelo posto.
Israel quer restringir o número de palestinos que entram em Gaza pela fronteira de Rafah com o Egito, para que mais saiam do que entrem, disseram três fontes. A abertura da fronteira está prevista para a próxima semana.
A fronteira de Rafah é, há anos, a principal passagem de Gaza, lar de mais de 2 milhões de pessoas. A administração temporária de Gaza, apoiada pelos EUA, disse que a travessia abrirá na próxima semana. A área sul de Gaza permanece sob controle militar israelense desde 2024, segundo as fontes.
As fontes não esclareceram como Israel cobraria os limites ou qual seria a relação entre saídas e entradas. Enquanto relatos anteriores mencionaram incentivos à emigração, autoridades reiteraram que não pretendem expulsar pessoas à força. Palestinos temem ser impedidos de retornar.
A travessia deve ser operada por autoridades palestinas ligadas à Autoridade Nacional Palestiniana, com supervisão de pessoal da UE, conforme acordo anterior de cessar-fogo. O governo israelense não comentou imediatamente o conteúdo.
Alguns relatos indicam a possibilidade de um posto de controle militar dentro de Gaza, próximo à fronteira, para inspecionar todas as pessoas que entram ou saem. Dois interlocutores adicionais mencionaram a exigência de triagem por forças israelenses.
O Escritório da Embaixada dos EUA em Israel não respondeu se apoia limitar fluxos ou a criação de um posto de controle para inspeção. O objetivo, segundo as fontes, é alinhar o movimento com a estratégia de encerramento do conflito anunciada pelo governo dos EUA.
A ideia de ampliar controles e direcionalidade do fluxo acompanha uma leitura de que Israel, no estágio atual, pode manter parte do território sob controle e reorganizar a administração enquanto o acordo de cessar-fogo avança.
A reportagem, conduzida por autoridades internacionais, aponta que ainda não está claro como indivíduos bloqueados no posto de passagem seriam tratados ou se haveria exceções para quem chega pela fronteira oriental.
Fonte: informações de três interlocutores sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema. O trabalho de verificação continua, com respostas oficiais pendentes.
Entre na conversa da comunidade