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Jogo de tabuleiro sobre os Troubles é condenado na Irlanda do Norte

Grupo de vítimas critica jogo de tabuleiro sobre os Troubles por simplificar o conflito e poder retraumatizar sobreviventes na Irlanda do Norte

Board game cover featuring an iconic image from Derry of a boy with a petrol bomb and gas mask
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  • O jogo de tabuleiro The Troubles: Shadow War in Northern Ireland 1964-1998, da Compass Games, ainda está em desenvolvimento e envolve facções como IRA, forças de segurança britânicas e políticos.
  • Os jogadores assumem o papel de uma facção e tentam prevalecer diante de contextos políticos e de segurança, usando cartas, peças e dados para simular o conflito.
  • Um grupo de direitos das vítimas criticou a proposta, afirmando que o jogo pode retraumatizar pessoas e reduzir a complexidade do conflito.
  • A versão disponível para pré-venda teria preço de $85, mas não é final; a fabricante diz que o jogo passará por testes e desenvolvimento adicional.
  • O designer é Hugh O’Donnell, que descreve o objetivo como educacional, buscando retratar a história para além do entretenimento.

O jogo de tabuleiro em desenvolvimento, The Troubles: Shadow War in Northern Ireland 1964-1998, foi revelado esta semana e já provocou críticas na Irlanda do Norte. O objetivo é simular o conflito entre a Irlanda do Norte, grupos paramilitares e forças de segurança, com partidas que prometem se encerrar em seis horas.

A Compass Games, empresa de Connecticut, desenvolve o título com cartas, peças e um tabuleiro que retrata episódios do período. A divulgação gerou apreensão entre vítimas e organizações de direitos, que avaliam o tema como sensível demais para transformar em entretenimento.

Kenny Donaldson, da South East Fermanagh Foundation, afirmou que o jogo pode retraumatizar quem viveu o conflito. Segundo ele, a simplificação de um tema tão complexo pode minimizar o sofrimento das vítimas.

O jogo está em fase de desenvolvimento e ainda não possui data de lançamento. O criador, Hugh O’Donnell, é professor e busca uma leitura histórica detalhada, com 259 cartas distribuídas em oito épocas distintas.

Entre as mecânicas, o tabuleiro permite que de dois a seis jogadores atuem como facções distintas, entre forças de segurança, IRA, paramilitares loyalistas e políticos nacionais ou unionistas. Opções de ataque, conluio com forças de segurança e decisões políticas compõem a jogabilidade.

A proposta inclui símbolos para representar unidades e bases históricas, além de um manual de regras e um playbook histórico. A ideia é oferecer uma visão educativa sobre o que ocorreu, segundo Bill Thomas, da Compass Games.

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