- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil isentará de visto de curta duração algumas categorias de cidadãos chineses ao entrar no país.
- A medida ocorre em reciprocidade à China, que desde 1º de junho de 2025 isenta brasileiros de visto, inicialmente por um ano e depois até 31 de dezembro de 2026.
- Em resposta, o Brasil passou a exigir visto de entrada para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália.
- A decisão foi anunciada em nota do Palácio do Planalto, citando a ampliação da cooperação na “fronteira do conhecimento”.
- Lula telefonou para o presidente Xi Jinping em uma conversa de cerca de 45 minutos, destacando a cooperação entre Brasil e China e o papel do Sul Global no cenário internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil deixará de exigir vistos de curta duração para algumas categorias de cidadãos chineses. A medida ocorre no âmbito da reciprocidade, após a China ter adotado isenção para brasileiros em 2025.
A decisão foi comunicada em nota do Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira (23). O texto aponta que a isenção faz parte da ampliação da cooperação em áreas de interesse comum, sobretudo na chamada fronteira do conhecimento.
Seguindo a lógica de reciprocidade, o governo brasileiro passou a exigir visto de entrada de cidadãos dos EUA, Canadá e Austrália. Em contrapartida, brasileiros continuam sem visto para alguns destinos na China.
Relação Brasil-China e contexto internacional
A China havia ampliado a isenção de visto para cidadãos brasileiros a partir de 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano e posterior extensão até 31 de dezembro de 2026. A medida atingiu também Argentina, Chile, Peru e Uruguai, entre outros.
Ao todo, 45 nações integram a política chinesa de isenção de vistos, que visa facilitar intercâmbio, comércio e cooperação tecnológica entre a China e a América Latina. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região.
A ligação bilateral também ganhou dimensão diplomática: Lula ligou para Xi Jinping na quinta-feira, em uma conversa de cerca de 45 minutos, para discutir o fortalecimento de vínculos. O tom foi de defesa do Sul Global e de cooperação em infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.
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