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Lula volta a criticar invasão dos EUA na Venezuela

Lula critica invasão dos EUA à Venezuela, rejeita a lei do mais forte e defende multilateralismo para preservar a soberania brasileira

O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/ AFP
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  • Em discurso no 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Salvador, Lula criticou a invasão da Venezuela pelos EUA e disse que a América Latina não abaixará a cabeça para nenhum país.
  • O presidente afirmou que a ação norte-americana representou falta de respeito e alertou sobre a prevalência da “lei do mais forte” nas relações internacionais.
  • Lula citou dúvidas sobre a efetividade da captura de Nicolás Maduro e ressaltou que o Brasil é território de paz, sem armas nucleares, mas com dignidade.
  • O governo brasileiro anunciou medidas de reforma agrária, incluindo um plano para desapropriação de terras, durante o evento.
  • O presidente mencionou contatos diplomáticos recentes com Xi Jinping, Narendra Modi e Mahmoud Abbas para avaliar uma reunião internacional que fortaleça o multilateralismo e reduza a influência da força.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação dos Estados Unidos na Venezuela, chamando a invasão de falta de respeito e expressando preocupação com a prevalência da lei do mais forte nas relações internacionais. A declaração ocorreu durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Salvador, nesta sexta-feira.

Lula afirmou que não acredita na ação norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, destacando que não existe espaço para desrespeito à integridade territorial de países da região. O presidente disse estar disposto a conversar olho no olho, mantendo o respeito à soberania brasileira.

O chefe de Estado enfatizou que o Brasil não pretende abaixar a cabeça para ninguém e que busca relações com diversos países, sem subordinação. Segundo ele, o mundo vive um momento político crítico e a Carta das Nações Unidas está sendo rasgada conforme a leitura dele sobre a atual cena internacional.

Reforma agrária e posição do Brasil

Durante o evento, o governo anunciou medidas voltadas à reforma agrária, incluindo um plano para desapropriação de terras, com foco em ampliar a redistribuição de imóveis rurais. A proposta integra o pacote de ações apresentadas pelo governo para o setor.

Lula comentou sobre o fortalecimento do multilateralismo, citando contatos recentes com líderes internacionais como Xi Jinping, Narendra Modi e Mahmoud Abbas. O objetivo, segundo ele, é avaliar uma possível reunião global que reafirme o compromisso com a cooperação entre nações.

Contatos diplomáticos e perspectiva brasileira

O presidente ressaltou que as conversas visam evitar que relações entre países sejam regidas pela força ou por imposições unilaterais. Ele mencionou ainda que a política externa brasileira não se baseia em alinhamentos fixos, buscando parcerias com diferentes blocos e mantendo autonomia.

A equipe de governo acompanha a repercussão de convite ao Conselho da Paz de Trump, com interpretações distintas entre os assessores. O entorno de Lula analisa como responder ao convite, mantendo o foco de atuação brasileira em defesa do multilateralismo.

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