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Medo e resignação em Davos enquanto Trump domina a agenda do WEF

Trump domina agenda do WEF em Davos, com temores e resignação marcando a reação de líderes e empresários

U.S. President Donald Trump walks during the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 22, 2026. REUTERS/Denis Balibouse
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  • O presidente Donald Trump e autoridades americanas passaram por Davos, gerando mistura de medo, repulsa e resignação em relação ao jeito de governar da gestão.
  • Alguns presentes apoiaram posições de Trump sobre questões globais, como a cobrança para a Europa investir mais em segurança, mas reclamaram da forma como foram apresentadas.
  • Trump assinou um acordo envolvendo a Groenlândia e participou de frentes como a criação de um Conselho de Paz, além de discutir um possível acordo de paz na Ucrânia com a presença de Zelenskiy em Davos.
  • O encontro foi visto como um dos mais movimentados em cinco décadas do Fórum Econômico Mundial, com a participação de líderes globais e a presença de Larry Fink, CEO da BlackRock, enquanto Klaus Schwab não participou.
  • Embora a agenda de Trump tenha dominado parte do evento, houve avanços de negócios em reuniões paralelas sobre geopolítica, comércio, IA e temas econômicos; houve também relatos de críticas de executivos, como Howard Lutnick, a interferências europeias.

Davos, Suíça – O presidente dos EUA, Donald Trump, e outros altos funcionáвропis do governo americano chegaram a Davos nesta semana, para participar do World Economic Forum. O tom foi marcado por receios misturados a resignação diante da forma como a administração conduz os temas globais.

Ao longo do encontro, executivos e autoridades reconheceram pontos da agenda de Trump, como o maior empenho europeu em segurança, mas desapontaram-se com a forma de apresentação do líder americano. Observadores disseram que o tom do discurso foi contundente e provocou desconforto entre alguns participantes.

Trump realizou uma participação de mais de uma hora e apresentou propostas polêmicas. Em Davos, o tema de maior destaque foi a possível cooperação com aliados para mudanças de postura em questões de defesa e economia.

A cúpula também contou com debates sobre comércio, tecnologia e energia. Líderes empresariais apontaram que, apesar do clima tenso, havia espaço para negócios com clientes e parceiros, em meio a discussões sobre IA, stablecoins e riscos políticos.

Entre os encontros paralelos, o atual quadro político internacional ganhou visibilidade. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, gerou reação ao criticar políticas europeias durante um jantar. A imprensa acompanhou ainda a presença de figuras como Mark Rutte e a viabilização de acordos.

Em Davos, houve relatos de intensa mobilização de lideranças, com negociações em curso sobre possíveis acordos de paz na região da Ucrânia e encontros entre representantes russos e americanos. A primeira visita de um alto funcionário russo ao evento desde 2022 também foi mencionada pelos participantes.

O encontro marcou ainda a presença de executivos de alto escalão e a participação de nomes como o CEO da BlackRock, que teve papel destacado na organização do programa. A agenda incluiu sessões sobre mudança climática, bem menos frequentes que em edições anteriores. Reuters

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