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OMS alerta sobre risco de doenças por cheias em Moçambique

OMS alerta que doenças diarreicas, malária e infecções respiratórias podem piorar entre afetados pelas cheias em Moçambique, com pedido de apoio internacional

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  • OMS alerta que a saúde pode se agravar nos próximos dias em Moçambique devido às cheias, com foco em doenças diarreicas, malária e infecções respiratórias agudas.
  • A prioridade é ampliar apoio logístico, formação de equipes e entrega de medicamentos, especialmente na província de Gaza.
  • Aproximadamente 4.000 pessoas sitiadas devem ser resgatadas dos distritos de Magude, Manhiça, Chókwé e Guijá.
  • Dados provisórios apontam mais de 642 mil pessoas afetadas, 12 mortes e 242 unidades de saúde impactadas; 96 mil desalojados em 91 centros de acolhimento.
  • Atingidas cerca de 139.708 famílias, com casas parcialmente ou totalmente destruídas e riscos à saúde mental da população e de profissionais de saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o agravamento da situação de saúde das pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique. A organização pediu apoio internacional para prevenir doenças diarreicas, malária e infecções respiratórias agudas, com foco em Gaza, a região mais atingida. A previsão é de agravamento nos próximos dias devido às inundações.

A OMS Moçambique, que acompanha o plano de contingência no terreno, destacou a necessidade de manter serviços de saúde funcionando e de monitorar surgimento de doenças. A prioridade é facilitar a atuação de equipes com apoio logístico e de formação, garantindo o acesso a medicamentos.

Além da saúde física, a OMS enfatizou a importância de suporte psicossocial para a população e para profissionais de saúde. A organização ressalta que deslocados e más condições de higiene elevam riscos de doenças e afetam o bem-estar mental.

Resgate e impactos

O Instituto Nacional de Gestão de Desastres aponta a necessidade de resgatar cerca de 4.000 pessoas sitiadas nos distritos de Magude, Manhiça, Chókwé e Guijá, em Maputo e Gaza. O esforço ocorre com apoio de países vizinhos, organizações e outras entidades.

Dados provisórios indicam que, desde 7 de janeiro, 642.122 pessoas foram afetadas pelas cheias, com 12 mortes. Também foram afetadas 242 unidades de saúde e 144 pessoas ficaram feridas. Ao todo, 91 centros de acolhimento abrigam cerca de 96 mil desalojados.

Outras informações apontam que as cheias atingiram cerca de 139.708 famílias, com 2.879 casas parcialmente destruídas, 757 totalmente destruídas e 71.560 inundadas. O quadro exige monitoramento contínuo das condições de higiene e de disponibilidade de água potável.

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