- O primeiro‑ministro húngaro, Viktor Orban, criticou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, chamando-o de “homem em posição desesperada” e disse que não apoiará os esforços de guerra dele.
- Em meio à campanha eleitoral de abril, Orban intensifica o tom anti‑Ucrânia, dizendo que a Ucrânia não merece apoio financeiro.
- Orban afirmou que, mesmo com a ajuda dos Estados Unidos, não é possível apoiar os esforços de guerra de Zelenskiy.
- O governo húngaro planeja lançar uma “petição nacional” para dizer a Bruxelas que os húngaros não pagarão a Ucrânia, mirando principalmente eleitores rurais.
- Zelenskiy criticou a Europa por ser uma “mosaico fragmentado” sem coragem, enquanto Orban liga o adversário político Peter Magyar à União Europeia e à Ucrânia, sugerindo interesse na mudança de governo na Hungria.
Orban critica Zelenskiy à véspera de eleição parlamentar na Hungria, ampliando campanha anti-Ucrânia. O premiê disse que Zelenskiy está “em posição desesperada” e que não apoiará os seus esforços de guerra, em meio a um pleito que ocorre em abril.
Com a economia estagnada, o apoio ao partido Fidesz fica atrás da oposição, segundo pesquisas majoritárias, e Orban descreve a eleição de 12 de abril como um embate entre guerra e paz, sugerindo que a Ucrânia não merece auxílio financeiro.
Em uma postagem no Facebook dirigida a Zelenskiy, o primeiro-ministro afirmou que, apesar de elogios, não é possível apoiar os esforços de guerra de Kiev, reiterando a rejeição a ajuda financeira externa.
Mudança de tema: campanha e alianças
Zelenskiy, por sua vez, criticou a Europa por parecer um conjunto fragmentado de potências médias, sem coragem suficiente para agir diante de potências como EUA e Rússia, segundo relatos.
Orban vinculou a oposição húngara ao Bruxeis e à Ucrânia, e afirmou que Kiev pretende provocar mudança no governo da Hungria, durante uma coletiva em Bruxelas.
O governo húngaro anunciou ainda uma “petição nacional” para que cidadãos signatários informem Bruxelas de que não pagariam pela Ucrânia, estratégia voltada principalmente ao eleitorado rural.
Perspectivas da oposição e próximos passos
O líder da oposição, Magyar, disse que o Tisza defende a paz na Ucrânia, rejeita a criação de serviço militar obrigatório e não apoia escaladas no conflito.
O contato com o governo ucraniano não teve resposta imediata, e a Reuters manteve o registro dos fatos com base em declarações oficiais e reportagens de campo.
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