- Mark Carney, no Foro de Davos, pediu que potências médias se unam para defender autonomia e princípios, em resposta ao que ele chamou de falhas na ordem internacional liberal.
- Na região, governos adotam timbres diferentes: alguns apoiam políticas associadas a Donald Trump, enquanto outros, como Colômbia e Brasil, seguem uma linha mais independente.
- O presidente Gustavo Petro cancelou a viagem a Davos para se preparar para encontro com o presidente dos EUA, o que ajuda a explicar a ausência de falas contundentes de líderes latino-americanos no evento.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu no New York Times criticando a ofensiva dos EUA na Venezuela, ao mesmo tempo em que destacou negociações com os Estados Unidos em áreas como investimento e combate ao crime.
- O crescimento regional, que fica em torno de dois por cento ao ano, levou autoridades de Chile a México a comparecerem a Davos para apresentar a região como destino de investimento, em meio a debates sobre como romper esse teto.
O Fórum Econômico Mundial em Davos recebeu respostas variadas de líderes latino-americanos diante de um cenário externo de maior assertividade dos EUA. Em meio a discursos e debates, o tema central foi a autonomia regional frente regras globais em transformação.
Carney, premier canadense, discursou em Davos defendendo uma postura de média potência para defender princípios e autonomia econômica. O tom do discurso enfatizou a necessidade de resistir a um “order liberal” visto como ficção por alguns no cenário internacional.
O debate ocorreu em meio a críticas a ações recentes do governo americano, com referência a violações de soberania e acordos comerciais. Autoridades da região sinalizaram cautela diante de declarações que pudessem gerar retaliações.
Alguns líderes latino-americanos apoiaram o que foi chamado de postura independente, enquanto outros mantiveram observação mais contida. A região tem histórico de intervenções externas, o que influencia a leitura de mensagens de Davos.
Colômbia e Brasil, liderados por governos de esquerda, não enviaram seus presidentes a Davos este ano, optando por manter participação institucional discreta. O governo colombiano cancelou a viagem para facilitar encontros bilaterais prévios com Washington.
Petro, presidente da Colômbia, adiou a viagem e planeja encontro com o presidente dos EUA no início de fevereiro, após uma de-escalada recente. A confirmação ocorreu por meio de veículos de imprensa locais.
Na prática, a reação regional refletiu uma preferência por alinhamento ativo ou não-alinhamento estratégico, conforme cada país avalia impactos econômicos e políticos de confrontos diretos com os EUA. Médios e representantes oficiais passaram mensagens de cautela.
Alguns governos destacaram avaliações sobre a economia regional, com foco em investimento e comércio. O painel de Davos dedicou atenção ao “pelágio do crescimento”, refletindo a situação de crescimento próximo a 2% ao ano na região.
Lula, no entanto, comentou por meio de uma coluna de opinião no New York Times sobre ações americanas na região, chamando-as de parte de um processo de erosão do direito internacional. O presidente brasileiro também ressaltou negociações com os EUA em áreas de investimento e combate ao crime.
A percepção geral é de que a atuação dos países da América Latina em Davos terá impacto prático em economia e investimentos, mais do que em declarações públicas. Em Davos, autoridades regionais ressaltaram atratividade de seus territórios como destinos de investimento.
Contexto econômico regional
Parágrafo técnico sobre o desempenho econômico da região, com números de crescimento e desafios estruturais, mantendo o foco informativo e sem especulações políticas.
Caminhos e próximos passos
Parágrafo sobre próximos encontros, acordos comerciais potenciais e a importância de manter diálogo com grandes economias, sem emitir julgamentos ou recomendações.
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