- O acordo New START expira em 5 de fevereiro, sendo o último marco de controle nuclear entre EUA e Rússia.
- A Rússia suspendeu inspeções e trocas de dados em 2023, mas propõe estender os limites por um ano se os EUA aceitarem a mesma condição.
- O governo americano não respondeu formalmente à indicação russa, enquanto Trump já mostrou apoio a negociações de desnuclearização.
- Uma extensão de um ano, com reativação de inspeções e trocas de dados, reduziria incertezas e ajudaria a entender a postura da China.
- A extensão manteria a estrutura de verificação existente, não atrapalharia planos de modernização dos EUA e evitaria uma corrida armamentista de três lados.
O Novo START, acordo que controla armas entre EUA e Rússia, está próximo de expirar em 5 de fevereiro. Assinado em 2010, ele limita ogivas e sistemas de lançamento e viabiliza inspeções e troca de dados.
Desde 2023 a Rússia suspendeu inspeções e interrompeu trocas de dados previstas no tratado, em protesto contra o apoio dos EUA e da OTAN à Ucrânia. Moscou propôs prolongar os limites por um ano se Washington aceitar o mesmo.
Apesar das dúvidas sobre as intenções russas, a rejeição ao extensão, total ou parcial, deixaria os EUA em um ambiente estratégico mais complexo e incerto, justamente quando o risco de erro de cálculo aumenta.
O governo americano tem observado que o acordo ainda funciona como base institucional. Mesmo com inspeção suspensa, o Novo START sustenta um arcabouço que pode facilitar futuras negociações sem renegociar tudo do zero.
O avanço da China complica o cenário. A expansão de suas forças nucleares tem levado Washington a repensar a deterrência de longo prazo, elevando a importância de manter estruturas de verificação, ainda que limitadas.
Uma extensão de um ano, com reinício de inspeções e trocas de dados, reduziria incertezas e permitiria focalizar esforços para entender o crescimento chinês, ao mesmo tempo em que incentiva a China a participar de um diálogo nuclear responsável.
Críticas à extensão afirmam que não resolve o que ocorre na relação com a China. A defesa de preservar a verificação, contudo, permanece, pois manteria o vínculo legal e institucional que facilita futuras negociações.
Para além do âmbito bilateral, a extensão impacta percepções de risco entre aliados, que acompanham de perto a credibilidade da dissuasão dos EUA. Debates sobre postura nuclear na Europa e na Ásia ganham relevância regional.
A renovação de Novo START, ainda que por um curto período, pode melhorar a comunicação com aliados e sinalizar compromisso com transparência, previsibilidade e gestão responsável do risco nuclear.
Crucialmente, a extensão não limita o cronograma de modernização dos EUA. Ela cria um ambiente mais estável para avançar com planejamento e investimentos, sem forçar acordo definitivo imediato.
A decisão de aceitar a extensão e buscar a reativação de dados, notificações e inspeções seria favorável a ambas as partes. O objetivo é manter um aparato de verificação enquanto se negocia de forma gradual.
A situação não depende apenas de fatores bilaterais. O equilíbrio com aliados, o status do regime de não proliferação e a conduta de outros estados com programas nucleares continuam sob escrutínio internacional.
O texto atual não resolve todas as frentes, mas oferece uma base para reconstruir mecanismos de confiança e manter o controle de riscos enquanto se busca estabilizar a ordem nuclear global.
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