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Proprietário do bar incendiado no Ano Novo na Suíça é libertado sob fiança

Coproprietário do bar em Crans-Montana é libertado sob fiança de 200 mil francos suíços; tragédia deixa 40 mortos e 116 feridos, com indícios de negligência

Vítimas do incêndio são homenageadas em estação de esqui na Suíça – foto: JEAN-CHRISTOPHE BOTT/POOL/AFP
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  • A Justiça da Suíça libertou sob fiança o coproprietário Jacques Moretti, após ele pagar 200 mil francos suíços (aproximadamente 1,14 milhão de reais).
  • A decisão suspende a detenção provisória dele no cantão de Valais; a esposa, Jessica, já havia sido libertada após a primeira audiência.
  • As medidas impostas incluem não deixar o país, entregar documentos de identidade ao Ministério Público e se apresentar diariamente a um posto de polícia, além da fiança.
  • O casal enfrenta investigação por homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência em relação ao bar Le Constellation, na estação de Crans-Montana.
  • O incêndio, na virada do Ano Novo, deixou 40 mortos e 116 feridos, grande parte adolescentes; perícias preliminares apontam que faíscas de sinalizadores incendiaram espuma acústica no teto do subsolo.

O tribunal do cantão de Valais, no sudoeste da Suíça, autorizou a libertação sob fiança de Jacques Moretti, coproprietário do bar Le Constellation, em Crans-Montana, após o pagamento de 200 mil francos suíços. A detenção provisória foi suspensa.

Moretti divide a bar com a esposa, Jessica, que já havia sido liberada após a primeira audiência. O casal permanece sob medidas cautelares, incluindo a proibição de deixar o país e a exigência de se apresentar diariamente à polícia.

Entre as medidas, o tribunal também determinou que Moretti entregue seus documentos de identidade ao Ministério Público e mantenha a fiança sob garantia. Ele ficou preso por três meses, desde 9 de janeiro, após interrogatórios.

O incêndio ocorreu na noite de Ano Novo, quando o bar já recebia clientes. A tragédia deixou 40 mortos e 116 feridos, a maioria adolescentes, conforme atualização oficial.

Investigação em andamento

Os proprietários enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência. As perícias iniciais sugerem que faíscas de sinalizadores atingiram a espuma acústica instalada no teto do subsolo.

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