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Rússia ataca Kyiv e Kharkiv durante negociações em Abu Dhabi

Enquanto negociações em Abu Dhabi continuam, ataques russos a Kyiv e Kharkiv deixam ao menos 15 feridos e agravam crise energética na Ucrânia

Volunteers distribute hot meals to those in need in Kyiv as Russia continues to attack Ukraine’s energy system during the winter.
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  • Rússia enviou delegação liderada pelo chefe da inteligência militar GRU, almirante Igor Kostyukov, às conversas de paz em Abu Dabi, mantendo a demanda de que a Ucrânia se retire do Donbas; as negociações devem recomeçar no sábado.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que as conversas ocorrem em nível de negociadores, pela primeira vez “em muito tempo”, em meio a um ritmo acelerado de encontros e propostas entre as três partes.
  • Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas durante ataques russos em Kyiv e Kharkiv na noite de sexta para sábado, com alerta de ataque aéreo e ameaça de drones e mísseis.
  • A situação energética da Ucrânia piorou significativamente após ataques aéreos russos, levando a quedas de energia em várias regiões; o CEO de uma grande empresa do setor afirmou que o cenário está próximo de catástrofe humanitária.
  • A União Europeia confirmou envio de 447 geradores de emergência para a Ucrânia, ressaltando que não permitirá que a Rússia submeta o país ao frio e continuará ajudando durante o inverno.

O conflito entre Rússia e Ucrânia ganhou contornos políticos e militares na manhã de sexta-feira, quando ataques russos atingiram Kyiv e Kharkiv ao mesmo tempo em que delegações de várias partes se reuniam em Abu Dhabi. A ofensiva ocorreu durante as negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, marcando o início de uma nova rodada em formato de negociação nível negociador.

A comitiva russa foi chefiada pelo chefe da diretoria de inteligência militar GRU, almirante Igor Kostyukov, chegando a Abu Dhabi para a primeira jornada das conversações. Moscou manteve a exigência de que Kiev retire as forças do Donbas antes do avanço das discussões. O encontro deve retornar no sábado, configurando o mais alto nível de conversa trilateral desde o início do conflito.

Em Kyiv, quatro pessoas ficaram feridas e três foram hospitalizadas após um ataque durante a madrugada. Em Kharkiv, mais de 11 pessoas ficaram feridas após ataques com drones Shahed iranianos, atingindo áreas residenciais próximas à fronteira russa. Autoridades reforçaram alerta aéreo e orientação para que a população permaneça em abrigos diante da ameaça de novas ações.

A crise energética ganhou contornos graves, com interrupções de energia em grande parte do país após os ataques recentes. A junta de energia de Kyiv informou que a situação piorou significativamente, agravando cortes de energia e frio extremo. O CEO de uma das maiores fornecedoras privadas de energia destacou que o panorama está próximo de uma catástrofe humanitária e pediu que qualquer acordo inclua a proteção de infraestruturas críticas.

Em meio aos acontecimentos, a imprensa europeia repercutiu declarações de autoridades locais. A comissária da UE para preparação e gestão de crises enfatizou que a União Europeia fornecerá apoio emergencial, incluindo geradores, para enfrentar o inverno e evitar que a energia dos ucranianos seja usada como instrumento de pressão.

Na esfera internacional, a Itália sinalizou interesse em participação diplomática que inclua possíveis caminhos de paz, embora enfrente limites institucionais para integrar órgãos liderados por líderes estrangeiros. A lista de temas discutidos nas negociações permanece centrada na segurança, garantias e retirada de forças, conforme evoluções da agenda.

Quanto aos desenvolvimentos tecnológicos, surgem relatos sobre um novo modelo de drone de alto desempenho utilizado pela Rússia, com possíveis impactos na defesa aérea ucraniana. A análise de inteligência aponta para componentes ocidentais e chineses, ampliando preocupações sobre a capacidade de resposta de Kyiv diante de ataques mais rápidos.

Além disso, autoridades europeias reiteraram a posição de neutralidade e cooperação com a Ucrânia. A UE anunciou ações de apoio logístico e energético, reforçando que não permitirá que a agressão energética leve à submissão do país, mantendo o compromisso com a proteção de civis e infraestruturas críticas.

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