- Rússia anunciará uma reunião trilateral de segurança com representantes ucranianos e americanos em Abu Dhabi nesta sexta-feira, 23.
- A decisão vem após encontro em Moscou entre o presidente Vladimir Putin e o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, na quinta-feira à noite.
- Witkoff participou de conversas sobre o plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Ucrânia, discutido com Putin.
- Moscou e Kiev seguem em desacordo sobre o território ucraniano, com a Rússia mantendo ocupação de parte do Donbass.
- Em Davos, Zelensky afirmou que houve avanço em garantias de segurança dos EUA, enquanto Witkoff sinalizou progressos significativos nas negociações.
Ao anunciar, a Rússia informou que realizará nesta sexta-feira, 23, uma reunião trilateral sobre segurança com representantes da Ucrânia e dos EUA nos Emirados Árabes Unidos. O encontro vem após Putin receber o enviado dos EUA, Witkoff, em Moscou.
Segundo o assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, o grupo de trabalho terá Abu Dhabi como palco. A reunião de preparação foi descrita como útil em todos os sentidos, destacando a agenda de segurança como foco principal.
A reunião entre Putin e Witkoff, que ocorreu na noite de quinta-feira na capital russa, durou mais de três horas. Na sequência, Witkoff esteve acompanhado por Jared Kushner e Josh Gruenbaum, sem que detalhes oficiais fossem divulgados sobre o conteúdo das tratativas.
Paralelamente, houve aproximação entre diplomacias em Davos, com o presidente ucraniano Zelensky sinalizando avanços nas garantias de segurança apresentadas pelos EUA. Witkoff já havia participado de contactos anteriores com Moscou ao longo do último ano.
Na visão de Washington, as negociações ocorrem em meio a tensões sobre o território ucraniano, com Moscou mantendo seu posicionamento sobre Donbass. Zelensky ressaltou a importância do apoio europeu na continuidade do diálogo.
Aipes, Trump afirmou que a guerra deve terminar, enquanto Washington busca pontos de convergência para um acordo que assegure garantias de segurança futuras, sem detalhar as propostas que possam ser aceitas por Moscou.
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