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Território continua sendo entrave nas negociações EUA-Ucrânia-Rússia em Abu Dhabi

Diálogos trilaterais Rússia-Ucrânia-Estados Unidos em Abu Dhabi seguem com impasse territorial, sinalizando dificuldade para um acordo de paz

Russian President Vladimir Putin welcomes U.S. special envoy Steve Witkoff and U.S. President Donald Trump’s son-in-law Jared Kushner during a meeting at the Kremlin in Moscow on Jan. 22.
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  • Em Abu Dhabi, representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos iniciaram conversas tripartite por dois dias, a primeira reunião desde a invasão russa de 2022.
  • O principal entrave continua sendo a questão territorial: a Rússia quer que a Ucrânia entregue parte de Donetsk; propostas americanas previam transformar Donbas em zona econômica desmilitarizada em troca de garantias de segurança a Kyiv.
  • Não houve acordo formal; assessores russos disseram que, sem resolver as questões territoriais, não há perspectiva de solução a longo prazo, conforme o marco acordado na cúpula de Alaska com Trump, em 2025.
  • Zelenskiy mantém posição de não ceder território; ofereceu recuar tropas até 25 milhas de Donetsk para criar a zona econômica desmilitarizada, se a Rússia fizer o mesmo.
  • Paralelamente, ataques russos à infraestrutura de energia deixam Kyiv em crise energética no inverno, com estado de emergência decretado e previsões de piora devido ao frio e novos ataques.

Trilateral talks entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos começaram em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na sexta-feira, buscando avançar em negociações de paz. O encontro, o primeiro desde a invasão de 2022, deve durar dois dias.

Os principais impasses permanecem ligados ao território. Moscou exige que Kiev ceda partes do Donbass, incluindo Donetsk e Luhansk. As propostas americanas previam transformar Donbas em zona econômica livre, com garantias de segurança para Kyiv.

Em Moscou, o emissário americano Steve Witkoff afirmou, antes da viagem, que a questão territorial é o obstáculo central para um acordo. Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, destacou que não haverá solução duradoura sem acordo sobre as questões territoriais.

Enquanto as negociações prosseguem, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reiterou a posição de não ceder território. Em Davos, ele afirmou que o foco é a área sob controle de Kiev e ofereceu recuar até 25 milhas para criar a zona econômica desmilitarizada, se Moscou aceitar o mesmo.

Paralelamente, a escalada de ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia alimenta a crise de inverno. Kyiv enfrenta quedas de energia, com autoridades declarando estado de emergência no setor energético desde 14 de janeiro. O serviço público e a população sofrem com frio extremo.

Em outra frente, o Japão vive um momento político com o anúncio de eleições legislativas antecipadas para 8 de fevereiro, após dissolução da Câmara Baixa pelo primeiro-ministro Sanae Takaichi. A jogada visa consolidar a agenda do governo em meio a desafios econômicos e tensões regionais.

No Uganda, o governo afirma ter detido 2.000 simpatizantes da oposição e matado 30 membros do NUP, em meio a uma eleição contestada e ataques contra opositores. O novo clima de tensão acompanha a posse de Yoweri Museveni para um sétimo mandato.

Entre mudanças no cenário mundial, o relacionamento entre EUA e Canadá ficou tenso após críticas do presidente americano a aliados. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu atuação coletiva entre potências médias para enfrentar a ordem global em transformação.

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