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Trump analisa nova oferta de Putin ao START

Com o New START prestes a expirar em fevereiro, extensão de um ano manteria verificação e reduziria incertezas estratégicas, enquanto EUA buscam transparência

U.S. President Donald Trump shakes hands with Russian President Vladimir Putin.
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  • O acordo New START, vigente desde 2010, expira em fevereiro e limita ogivas, sistemas de lançamento, inspeções e trocas de dados entre EUA e Rússia.
  • A Rússia suspendeu inspeções em 2023, mas propôs estender os limites por um ano se os EUA fizerem o mesmo; ainda não houve resposta formal de Washington.
  • Uma extensão ajudaria a reduzir incertezas, manter a verificação funcionando e ganhar tempo para entender a postura da China, sem a necessidade de um novo tratado.
  • Mesmo com ressalvas sobre a China, manter New START é visto como essencial para estabilidade, planejamento de longo prazo e controle de custos da modernização nuclear americana.
  • A extensão, breve, também poderia reforçar a confiança dos aliados, sinalizar transparência e abrir espaço para futuras negociações com China e Rússia.

O fim do acordo New START, o último marco de controle de armas entre EUA e Rússia, pode ocorrer em 5 de fevereiro caso não haja nova ação. O tratado, assinado em 2010, limitava ogivas, meios de delivery e permitia inspeções e trocas de dados.

A Rússia interrompeu inspeções e o intercâmbio de dados em 2023, em protesto contra o apoio dos EUA e da OTAN à Ucrânia, mas afirmou manter os limites. Propôs estender os limites por um ano se os EUA aceitassem a mesma extensão.

Desde que voltou ao poder, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem defendido conversas de desnuclearização com Rússia e China. A oferta de extensão russa ganhou espaço na agenda, mas ainda não recebeu resposta formal do governo americano.

Contexto atual

A próxima janela de decisão surge em meio a desconfianças sobre as intenções russas, mas rejeitar a extensão pode ampliar a incerteza estratégica justamente quando os riscos de erro de cálculo sobem. O acordo oferece uma base de verificação que hoje ainda vigora, mesmo em suspensão.

Muitos analistas ressaltam que a extensão de um ano, combinada a reativação de inspeções no local ou de trocas de dados, reduziria a incerteza sobre a evolução nuclear do país vizinho e de China. Isso também pode estimular o esforço de diplomacia multilateral.

Implicações estratégicas

Defesas modernas custam trilhões de dólares e elevam gastos de defesa. Um retorno gradual das inspeções permitiria reorientar recursos para entender a postura chinesa e manter a estabilidade de crise entre as potências. A extensão não congela prazos de modernização dos EUA.

Especialistas argumentam que manter o arcabouço de New START não impede a modernização nuclear norte-americana, apenas cria um ambiente mais previsível para negociações futuras com Rússia e China. A dúvida é se o acordo sustenta a ordem de não-proliferação a longo prazo.

Perspectivas e próximos passos

A decisão não é apenas bilateral. Países aliados observam a credibilidade dos Estados Unidos no braço dissuasivo e a transparência das potências nucleares. O abandono total de limites prejudicaria a cooperação internacional em sanções, monitoramento e controle de exportações.

A renovação de New START, mesmo que por um ano, é vista como oportunidade para restaurar mecanismos de verificação e sinalizar compromisso com previsibilidade e gestão de riscos. A decisão final depende de avanços diplomáticos e de uma leitura estratégica das reais intenções.

Fonte: revisões de informações divulgadas pela imprensa internacional.

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