- Trump afirma que uma “armada” dos EUA está a caminho do Oriente Médio e que Washington acompanha de perto o Irã, sem sinal de ataque imediato.
- A aeronave porta‑aviões USS Abraham Lincoln e destróieres com mísseis devem chegar à região nos próximos dias; sistemas adicionais de defesa aérea devem ser instalados, principalmente perto de bases americanas e israelenses. O Reino Unido enviará jatos Typhoon da RAF para o Qatar, a pedido de Doha.
- A HRANA informou que o total de mortos na repressão iraniana contra manifestantes chegou a 5.002, com 4.716 manifestantes, 203 funcionários do governo, 43 crianças e 40 civis não participantes. Ao menos 26.541 pessoas foram presas.
- Os protestos começaram em 28 de dezembro, em Teerã, após a queda repentina do valor do rial, ganhando proporções eclodindo em críticas ao governo e levando à maior onda de descontentamento desde a revolução de 1979.
- Fala em Genebra, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, pediu fim à repressão brutal, investigação independente e suspensão da pena de morte; mencionou centenas mortos e milhares detidos.
Donald Trump afirmou que uma armada americana está a caminho do Oriente Médio e que Washington acompanha de perto a situação no Irã. A mensagem foi dada a partir de uma aeronave presidencial, voltando de Davos, na Suíça, segundo informações apuradas.
Segundo o relevo, o porta-aviões USS Abraham Lincoln e destróieres com mísseis devem chegar à região nos próximos dias. Sistemas de defesa aérea adicionais estão sendo deslocados, possivelmente para bases americanas e israelenses. O Reino Unido enviaria caças à Qatar, a pedido de Doha.
A declaração ocorre após o recuo de uma ofensiva militar contra o Irã, há duas semanas, quando Trump sinalizou apoio, mas não encontrou opção militar decisiva. Também houve influência de aliados no Golfo para manter a contenção.
De acordo com a HRANA, a agência que monitora direitos humanos, o número de mortos na repressão iraniana a protestos atingiu 5.002, incluindo 4.716 manifestantes, 203 agentes e 43 crianças. Ao menos 26.541 pessoas foram presas.
Entre os mortos, há relatos de civis não envolvidos nos protestos e de feridos em áreas urbanas. As informações são verificadas por redes de ativistas no Irã, segundo a HRANA, que já havia informado números confiáveis em crises anteriores.
A pandemia de informações também mostra um bloqueio de internet persistente no Irã, o maior já registrado, dificultando o acompanhamento de famílias. Organizações de direitos humanos pedem investigação internacional e freio a prisões arbitrárias.
Na ONU, o alto comissário Volker Türk pediu fim da repressão, suspensão de julgamentos sumários e um cessar a pena de morte. Ele destacou danos a civis, incluindo crianças, e pediu transparência nas informações do governo iraniano.
Autoridades iranianas acusam infiltração de vandalismo para justificar o uso da força. O governo também tem sido acusado de prisões sem devido tramite e de reduzir a liberdade de imprensa, com reportagens limitadas sobre a repressão.
Especialistas destacam que, apesar das pressões internacionais, o movimento de protesto perdeu força diante das operações de segurança. Alarmes sobre possíveis novas ações vêm sendo discutidos por analistas e observadores.
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