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Uganda prende 2.000 opositores e registra 30 mortos após eleição, diz exército

Autoridades detiveram dois mil apoiadores da oposição, registraram trinta mortos e buscavam mais, após eleição contestada

Lt. General Muhoozi Kainerugaba, the son of Uganda's President Yoweri Museveni, who leads the Ugandan army's land forces, looks on during his birthday party in Entebbe, Uganda May 7, 2022. REUTERS/Abubaker Lubowa/File Photo
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  • Autoridades detiveram 2.000 apoiadores da oposição, após uma eleição contestada na qual Yoweri Museveni, de 81 anos, foi declarado vencedor do sétimo mandato.
  • Foram registradas 30 mortes entre apoiadores da oposição e há buscas por mais indivíduos.
  • Muhoozi Kainerugaba, chefe militar e filho de Museveni, informou as detenções e mortes, descrevendo os detidos como terroristas.
  • Bobi Wine, líder do National Unity Platform, rejeita o resultado e acusa irregularidades, mantendo-se oculto.
  • A ONU manifestou preocupação com as detenções e incidentes de violência envolvendo a oposição, ressaltando a necessidade de contenção e respeito ao Estado de direito.

Uganda viveu nesta semana uma escalada de violência após a eleição presidencial realizada em 15 de janeiro, em meio a acusações de irregularidades. O mais recente balanço divulgado pelo chefe do exército afirma que foram detidos 2.000 apoiadores da oposição, houve 30 mortes e buscas por mais envolvidos. O pleito reelegeu o presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, para um sétimo mandato.

A recontagem de incidentes ocorreu após a oposição alegar fraude e irregularidades durante o voto, realizado sob blackout de internet. Bobi Wine, líder do NUP, contestou o resultado e se manteve na clandestinidade. Wine acusa prisões arbitrárias e violência por parte das forças de segurança.

Detenções, mortes e declarações oficiais

Muhoozi Kainerugaba, filho de Museveni e chefe do estado-maior, informou via redes sociais as detenções e as mortes, chamando os militantes do NUP de terroristas. O governo afirmou que parte dos apoiadores se envolveu em violência durante a eleição, enquanto a oposição nega as acusações.

O governo também relatou prisões de membros da oposição em várias regiões, com alegações de ataques contra a polícia. Já organizações de direitos humanos apontam possível detenção em locais não oficiais, com relatos de abusos de direitos humanos em alguns casos.

Reação internacional e contexto

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, manifestou preocupação com os incidentes envolvendo oposicionistas e com a detenção de apoiadores, enfatizando a necessidade de contenção e respeito ao Estado de direito. A comunidade internacional pediu apuração clara dos fatos.

Wine, que já deixou a residência após uma operação, continua sob risco de perseguição política segundo a oposição. Museveni é visto como possível favorito a consolidar o papel de liderança no país, com rumores sobre a intenção de Kainerugaba de assumir o poder no futuro.

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