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Xi diz a Lula que China e Brasil devem ficar no lado certo da história

Xi reafirma parceria Brasil-China e defesa do multilateralismo, em tom de cooperação estável diante de tensões internacionais e da presença de Trump em Davos

O ditador Xi Jinping cumprimenta o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, após encontro em Pequim, China, em 13 de maio: líderes concordam em aprofundar relações (Foto: EFE/EPA/TINGSHU WANG)
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  • Xi Jinping ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (22) e pediu que China e Brasil permaneçam no lado correto da história, negando que Pequim seja uma ameaça.
  • O presidente chinês afirmou que, em meio a um contexto internacional turbulento, os dois países devem agir como forças construtivas para a paz, a estabilidade e a reforma do sistema de governança global, defendendo a ONU e a equidade internacional.
  • Lula afirmou que a visita de Xi ao Brasil em 2024 impulsionou as relações bilaterais e destacou avanços da cooperação em várias áreas, defendendo maior coordenação para fortalecer a autoridade das Nações Unidas e o papel do Brasil no Brics.
  • Xi destacou que o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) abre oportunidades para aprofundar a cooperação econômica, comercial e tecnológica, com disposição de ampliar a parceria de forma integral e mutuamente benéfica.
  • A nota chinesa destaca que, desde 2024, China e Brasil elevaram relações a uma “comunidade de futuro compartilhado”, embora haja tensões recentes, como restrições chinesas à carne bovina brasileira e esforços para mitigar impactos econômicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na noite de quinta-feira (22) uma ligação do presidente chinês, Xi Jinping. Na conversa, Xi pediu que China e Brasil permaneçam no lado correto da história e afirmou que Pequim não representa uma ameaça.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Xi disse que, frente a um cenário internacional turbulento, Brasil e China devem atuar como forças construtivas para a paz e a estabilidade globais. Ele destacou a defesa de um sistema de governança internacional mais justo.

Xi rejeitou as acusações de ameaça chinesa e criticou quem fabrica pretextos para obter benefícios egoístas, em referência às falas de líderes ocidentais sobre a atuação da China. Também enfatizou a importância de proteger interesses dos países em desenvolvimento e o papel da ONU.

Contexto internacional

O líder chinês ressaltou que, em 2024, Brasil e China elevaram suas relações a uma “comunidade de futuro compartilhado” e que a cooperação tem avançado de forma sólida e pragmática. Ele citou o início do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) como oportunidade para ampliar colaborações.

Xi sinalizou disposição para aprofundar a cooperação econômica, comercial e tecnológica com o Brasil, em uma parceria integral e mutuamente benéfica, segundo a nota da chancelaria.

Lula, por sua vez, lembrou que a visita de Xi ao Brasil em 2024 impulsionou as relações bilaterais e afirmou que os avanços são significativos em várias áreas. A entrevista também tratou de multilateralismo e cooperação em órgãos internacionais.

Relações bilaterais

O presidente brasileiro defendeu maior coordenação para fortalecer a autoridade das Nações Unidas, ampliar a cooperação entre Brics e contribuir para a estabilidade regional e global. As falas ocorreram em um momento de tensões internacionais, com mudanças na política externa dos EUA anunciadas em Davos.

Também teve foco a relação econômica, com a intensificação de contatos bilaterais em meio a fricções comerciais com os EUA. Entre os temas, destacou-se o acordo para mitigar o impacto de restringir importações brasileiras de carne bovina.

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