- Xi Jinping disse a Luiz Inácio Lula da Silva que a China apoia a maior economia da América Latina e do Sul Global e pediu que ambos mantenham o papel das Nações Unidas.
- A conversa por telefone foi divulgada pela agência estatal Xinhua na madrugada de sexta-feira (23).
- Segundo a Xinhua, os dois concordaram em salvaguardar interesses do Sul Global e atuar conjuntamente em temas internacionais turbulentos.
- A fala ocorre após Lula criticar, em notícia do New York Times, a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro.
- Xi prometeu manter apoio, com novas linhas de crédito e investimentos em infraestrutura na América Latina e no Caribe, fortalecendo a parceria estratégica Brasil-China.
Em conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Xi Jinping afirmou que a China apoia a maior economia da América Latina e do Sul Global, e pediu que Brasil e China mantenham o papel das Nações Unidas diante da atual turbulência internacional. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua.
A ligação ocorreu após críticas de Lula ao ataque dos EUA à Venezuela, tema abordado em um artigo publicado pelo New York Times nesta semana. Segundo a Xinhua, os dois líderes destacaram interesses comuns do Sul Global e a necessidade de cooperação multilateral.
Xi ressaltou que Brasil e China devem salvaguardar interesses compartilhados e manter o papel das Nações Unidas na governança global, especialmente em momentos de tensão entre grandes potências. Não houve anúncio de medidas específicas.
Contexto regional
A prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, nos EUA, para julgamento por supostos ilícitos, elevou a incerteza política na região e gerou críticas da ONU sobre intervenções. O episódio também impacta a influência chinesa na região.
Em meio a esse cenário, Lula publicou no New York Times um texto em que afirma que o futuro da Venezuela e de outros países deve caber ao seu povo, ressaltando o papel de grandes potências em evitar hostilidades permanentes.
Xi *também mencionou* novas linhas de crédito e investimentos em infraestrutura, como parte de uma parceria estratégica de 2024 que busca alinhar a iniciativa BRI com planos brasileiros de agricultura, infraestrutura e transição energética. A China reforçou a disposição de ser parceira dos países da região.
Compromissos anunciados
O líder chinês disse que a China continuará sendo aliada dos países da América Latina e do Caribe, destacando a cooperação em setores estratégicos e a manutenção do diálogo entre as duas nações para enfrentar os desafios globais. Não houve menção a prazos ou ações específicas.
A informação completa foi fornecida pela Xinhua, com referências à Reuters e à própria Xinhua. O conteúdo não traz citações diretas, apenas declarações oficiais divulgadas pela agência chinesa.
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