- A coalizão xiita Coordination Framework indicou Nouri al-Maliki como candidato a primeiro‑ministro, segundo o grupo neste sábado.
- A indicação abre caminho para negociações para formar um novo governo, que terá de lidar com o equilíbrio entre influência dos EUA e do Irã.
- O novo governo precisará administrar dezenas de grupos armados próximos ao Irã e mais ligados aos seus próprios líderes do que ao Estado, enfrentando pressão de Washington para desmantelar milícias.
- Pela constituição iraquiana, o parlamento elegeu o orador e dois vice‑oradores em 29 de dezembro; o presidente deve ser escolhido em até 30 dias, e este, por sua vez, encarrega o maior bloco de formar o governo.
- Maliki é figura proeminente do Dawa, já foi primeiro‑ministro de 2006 a 2014, lidera a aliança State of Law e mantém relações estreitas com facções apoiadas pelo Irã.
A aliança xiita que sustenta a maioria no parlamento do Iraque indicou Nouri al-Maliki como seu candidato a primeiro-ministro. A decisão foi anunciada no sábado, em Bagdá, e abre caminho para negociações sobre o novo governo.
Segundo a Coordinação Framework, o nome de Maliki foi escolhido com base em sua experiência política e administrativa e no papel na gestão do estado. Maliki já governou o país em duas ocasiões, entre 2006 e 2014.
O desfecho ocorre em meio a tensões regionais e ao desafio de harmonizar dezenas de milícias próximas ao Irã com influência menos direta do governo central. Washington pressiona pela desmobilização de grupos armados.
Constituição iraquiana elegeu o presidente em até 30 dias após a abertura do parlamento, que, por sua vez, deve indicar o premiê. A nomeação pode influenciar a relação entre potências regionais e o eixo iraniano.
A coalizão Shiita lidera o processo para formar o governo, que deverá enfrentar a resistência de rivais sunnitas e curdos, além de buscar estabilidade após anos de violência sectária e ataques do Estado Islâmico.
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