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Economistas alemães sugerem repatriar ouro e retirar ativos de cofres dos EUA

Economistas alemães recomendam repatriação de ouro armazenado nos EUA, citando imprevisibilidade de Trump e risco à independência estratégica

Michael Jäger, head of the European Taxpayers Association, said Donald Trump was ‘unpredictable’, and that this meant ‘our gold is no longer safe in the Fed’s vaults’. Photograph: Michael Dalder/Reuters
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  • Alemanha detém a segunda maior reserva de ouro do mundo, cerca de €164 bilhões (1.236 toneladas) armazenadas em Nova York.
  • O economista Emanuel Mönch defende a repatriação, dizendo que é arriscado manter tanto ouro nos EUA sob a atual gestão.
  • Segundo Stefan Kornelius, porta-voz da coalizão do governo, a retirada das reservas não está em análise no momento.
  • Outros especialistas apoiam a medida para maior independência estratégica da Alemanha, citando riscos de acesso ao ouro em Washington.
  • No total das reservas, pouco mais da metade está em Frankfurt, 37% no Fed em Nova York e 12% no Bank of England, com auditorias regulares da Bundesbank.

A recomendação de diversos economistas alemães é repensar a guarda de parte das reservas de ouro da Alemanha. O debate ganhou força após mudanças nas relações transatlânticas e a volatilidade associada à administração de Donald Trump. A ideia é repatriar parte do ouro mantido em cofres nos EUA.

A maior parte das reservas está sob a supervisão da Bundesbank, com cerca de metade em Frankfurt. Hoje, a Alemanha detém o segundo maior saldo de ouro público do mundo, atrás apenas dos EUA, estimado em quase €450 bilhões no total.

Entre os proponentes, destaca-se Emanuel Mönch, ex-chefe de pesquisa da Bundesbank, que diz ser arriscado manter tanto ouro no exterior diante do cenário geopolítico atual. O objetivo seria aumentar a independência estratégica da Alemanha.

Michael Jäger, presidente da European Taxpayers Association, também defende a repatriação, citando o risco de acesso aos metais se a política externa variar. Ele já havia enviado cartas à Bundesbank e ao ministério da fazenda.

Outras vozes públicas divergem. Stefan Kornelius afirmou que a retirada não está em análise no momento. Já Clemens Fuest, da Ifö, alerta para consequências não previstas e pode agravar tensões.

Dados oficiais indicam que pouco mais da metade das reservas está em Frankfurt, 37% nas vitrines da Fed em Nova York e 12% no Bank of England, com auditorias periódicas pela Bundesbank. O objetivo é manter segurança e liquidez.

O debate ganhou espaço também entre partidos. A Greens já sinalizou apoio à realocação, enquanto a bancada social-democrata reconhece a diversificação, mantendo a relevância de centros financeiros como Nova York.

Especialistas alertam que mudanças abruptas podem provocar impactos no mercado de ouro e na confiança internacional. Ainda assim, há quem veja na repatriação uma oportunidade de maior autonomia em políticas econômicas.

Em Washington, a Bundesbank destacou, em encontros do FMI, que não há motivo de preocupação com o ouro mantido no exterior, enfatizando robustez do sistema de reservas. O tema segue sob análise técnica e política.

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