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Itália chama o embaixador à Suíça após libertação de suspeito do incêndio em bar

Itália protesta e recalls embaixador após liberação sob fiança do proprietário do bar suíço envolvido no incêndio de Ano Novo que deixou quarenta mortos

Jacques and Jessica Moretti, the couple who ran the Swiss bar in the ski resort of Crans-Montana which burst into flames during a New Year's Eve party, arrive for questioning at the Public Ministry of the Canton of Valais in Sion in southwestern Switzerland, January 9, 2026. REUTERS/Umit Bektas
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  • Itália protestou formalmente a libertação sob fiança de Jacques Moretti, dono do bar Le Constellation, em Crans-Montana, após incêndio que deixou quarenta mortos.
  • O país recallou seu embaixador na Suíça para transmitir a indignação italiana ao procurador-geral do cantão de Valais e avaliar futuras ações.
  • O incêndio deixou quarenta mortos e mais de cento vinte feridos, sendo seis italianos entre as vítimas e dez italianos entre os feridos.
  • Moretti havia sido detido em nove de janeiro e liberado na sexta-feira sob fiança de duzentos mil francos suíços, com obrigação de se apresentar diariamente à polícia.
  • A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou a liberação como afronta às vítimas; o governo informou que Tajani e o embaixador retornaram a Roma para definir próximos passos.

A Itália formalizou, no sábado, protesto pela libertação sob fiança do proprietário de um bar suíço atingido por um incêndio mortal na véspera de Ano Novo e recolheu seu embaixador da Suíça. A decisão do tribunal foi criticada em ambos os países.

Jacques Moretti e a esposa Jessica, donos do Le Constellation, em Crans-Montana, são investigados por homicídio culposo e outros crimes ligados ao incêndio que deixou 40 mortos e mais de 100 feridos, muitos jovens.

Moretti foi detido no dia 9 de janeiro e liberado sob fiança na sexta-feira. O governo italiano pediu à promotoria de Valais que avalie a decisão, citando risco de fuga e de comprometimento de provas.

Repercussões diplomáticas

O primeiro-ministro italiano, Giorgia Meloni, classificou a liberação como afronta às vítimas e às famílias. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, ordenou que o embaixador italiano retorne a Roma para tratar de novas medidas.

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça não respondeu de imediato. O embaixador italiano deverá manter contato com a promotoria para tratar da posição italiana e de eventuais ações futuras.

As vitimas e seus familiares, representados por advogados, expressaram perplexidade com a ordem de libertação e temem que provas se percam. Os Moretti afirmam que colaborarão com as investigações.

Os advogados das vítimas informaram que precisam entender melhor a decisão judicial e que a liberação pode impactar a linha de investigação, segundo apuração. Ambos os proprietários afirmaram luto pela tragédia.

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