- Um tribunal paquistanês condenou a ativista de direitos humanos Imaan Mazari e seu marido por posts nas redes sociais considerados anti-estatais, totalizando 17 anos de pena.
- As sentenças são de cinco anos, dez anos e dois anos, a serem cumpridas de forma concurrente.
- Os dois haviam negado as acusações, dizendo que são alvo de perseguição por se manifestarem sobre desaparecimentos de ativistas nacionalistas, o que o Exército nega.
- As acusações, feitas sob leis controversas de crimes cibernéticos, relacionam-se a posts entre 2021 e 2025 que, segundo o tribunal, ajudaram a promover a agenda de militantes anti-estatais.
- Pacote de direitos humanos e ativistas questiona o processo, apontando recuo das liberdades civis no Paquistão; a mãe de Mazari e ministra Shireen Mazari criticou a decisão, dizendo que houve falta de chance de defesa.
O que aconteceu: uma corte paquistanesa condenou a ativista de direitos humanos Imaan Mazari e o marido, Hadi Ali Chattha, a um total de 17 anos de prisão por posts nas redes sociais considerados anti-estado. A decisão ocorreu em Islamabad, na manhã de sábado.
Quem está envolvido: Mazari, crítica da influência do exército paquistanês, e Chattha, também advogado, foram julgados por três acusações relacionadas a conteúdos publicados entre 2021 e 2025.
Quando e onde: o veredito foi proferido em Islamabad no dia 24 de janeiro. As sentenças de cinco, 10 e dois anos correm de forma concomitante.
Por quê: o tribunal afirmou que as postagens ampliaram a agenda de militantes anti-estado e retrataram o Exército como envolvido em terrorismo. A defesa nega, alegando perseguição por denunciar desaparecimentos de ativistas nacionalistas.
Contexto e reação
Grupos de direitos humanos questionam o processo, apontando restrições à liberdade de expressão e ao dissent político no Paquistão. Mazari e Chattha negam as acusações, destacando a pressão sobre vozes críticas ao governo e às instituições.
Observações finais
A família da ativista reagiu à decisão, com a mãe de Mazari, Shireen Mazari, criticando o veredito por não oferecer chance de defesa adequada. As informações são do relatório da corte e de fontes associadas ao caso.
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