- O snowboarder canadense Ryan Wedding foi preso em cumprimento a acusações multinacionais de tráfico de cocaína, considerado líder de uma rede internacional.
- Autoridades alegam que a operação movimentava cerca de US$ 1 bilhão em vendas de cocaína por ano, com ordens de assassinato a quem atrapalhasse seus planos.
- Ao longo da carreira, Wedding passou de atleta olímpico a chefe de cartel, mantendo relações com traficantes e expandindo sua rede, segundo o Ministério da Justiça dos EUA.
- Um dos casos ligados a ele envolve o assassinato de um informante em Medellín, na Colômbia, em janeiro, considerado parte de uma sequência de homicídios ligados ao grupo.
- Especialistas divergem sobre o tamanho real da operação; autoridades compararam Wedding a Pablo Escobar e El Chapo, mas analistas locais questionam a liderança territorial e o poder político atribuído.
Ryan Wedding, ex-atleta olímpico de snowboard do Canadá, foi detido sob acusações de tráfico de cocaína envolvendo uma organização internacional que, segundo autoridades americanas, movimentaria milhões de dólares por ano. A prisão foi anunciada na sexta-feira pelas autoridades dos EUA.
O canadense, natural de Thunder Bay, teve passagem pela Olimpíada de Salt Lake City em 2002, encerrando sem medalha. Segundo o relato oficial, após a carreira esportiva ele se aproximou de redes criminosas, consolidando contatos que ampliaram seu alcance no tráfico.
Dados do caso apontam que Wedding lideraria uma rede capaz de realizar operações transnacionais de cocaína. Autoridades dizem que, ao longo dos anos, a organização movimentaria centenas de quilos de droga por operação, com estimativa global de faturamento elevada.
A apuração descreve ainda táticas violentas ligadas ao grupo, como assassinatos de rivais e informantes. Um mexicano ligado ao núcleo teria sido morto em Medellín, na Colômbia, em janeiro, em um ataque a tiros durante almoço em restaurante.
Relatos indicam que Wedding usava canais de comunicação e uma rede de apoiadores para intimidar testemunhas e manter o controle sobre seus contatos. Um blog de circulação criminosa foi utilizado para divulgar mensagens contra indivíduos que estariam traindo o grupo.
A investigação também envolve um advogado que, de acordo com autoridades, orientava Wedding sobre como lidar com testemunhas, e cuja licença foi suspensa no Canadá. O caso segue em vias de extradição para os EUA.
Analistas mencionam que a divulgação pública de um suposto cartel pode superestimar a dimensão real da operação. Especialistas lembram que não há na acusação os números anunciados de toneladas negociadas anualmente.
Arresto e desdobramentos
As autoridades destacam que Wedding foi capturado após atuação coordenada entre agências americanas e parceiras internacionais. O caso permanece em andamento, com depoimentos, indiciamentos e procedimentos de extradição em curso.
O histórico de Wedding inclui prisão por conspirar para distribuir cocaína, previsto em registros, e períodos de encarceramento que teriam consolidado laços com traficantes. A situação gerou debate sobre o tamanho real do esquema e sobre o uso midiático de casos desse tipo.
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