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Trump ameaça Canadá com tarifa de 100% por acordo com a China

Trump ameaça Canadá com tarifa de 100% se fechar acordo com a China; afirma que óleo venezuelano será refinado nos Estados Unidos

Canada’s prime minister, Mark Carney, and Donald Trump at the White House on 7 October 2025.
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  • Trump disse que imporá tarifa de cem por cento sobre todas as importações do Canadá se houver acordo comercial com a China.
  • O presidente afirmou ter tomado o petróleo de navios-tanque venezuelanos interceptados e que refinarias americanas o processarão; afirmou “tomamos o petróleo”.
  • A operação envolve navios ligados à Venezuela; o governo já sequestrou dezenas de milhões de barris de petróleo desde o início da ação.
  • Trump criticou o primeiro-ministro do Canadá, dizendo que o país poderia se tornar um “porto de descarregamento” para a China, com reflexos para empresas canadenses.
  • As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla na região, que inclui a pressão sobre Nicolás Maduro e planos de reconstrução da indústria venezuelana de petróleo.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre todas as importações canadenses caso o Canadá feche um acordo comercial com a China. A declaração foi feita neste sábado, em tom confrontational nas redes sociais. O país norte-americano também repetiu a ameaça de retaliação caso haja cooperação estratégica com Pequim.

Trump afirmou ainda que o Canadá poderia se tornar um “porto de entrega” para a China, caso haja trato com Pequim. Segundo o ex-presidente, uma negociação com a China levaria a uma sanção imediata com tarifa de 100% sobre bens canadenses que entrem nos EUA. As declarações foram divulgadas em sua rede social Truth Social.

Além disso, o presidente descreveu que as refinarias americanas processariam o petróleo que, segundo ele, foi apreendido em navios-tanque ligados à Venezuela. Em entrevista ao New York Post, Trump disse que as refinarias dos EUA processariam esse petróleo e que o país “toma o petróleo”.

Desdobramentos na Venezuela

A gestão de Trump informou ter apreendido petróleo de sete navios-tanque vinculados à Venezuela desde o início de uma campanha de controle dos fluxos petrolíferos do país. Em conversas recentes, o governo afirmou ter retirado cerca de 50 milhões de barris de petróleo de Venezuela e comercializado parte desses volumes no mercado nacional.

As embarcações interceptadas estariam sob sanção dos EUA ou integrar um que a imprensa chamou de “frota sombra”, com origem ocultada para movimentar petróleo de produtores sancionados. O objetivo, segundo a administração, é manter o controle sobre os recursos energéticos venezuelanos.

O episódio faz parte de uma política latino-americana centrada na Venezuela, que já envolveu ações militares anteriores para capturar autoridades venezuelanas. A operação mais extravagante ocorreu em janeiro, quando autoridades americanas levaram o presidente Nicolás Maduro e a esposa a Nova York.

Perspectivas e rumo

Trump destacou que o petróleo venezuelano está sendo utilizado para financiar planos de reconstrução da indústria de óleo do país, avaliados em cerca de 100 bilhões de dólares. A gestão afirma buscar, no longo prazo, manter o controle sobre os recursos até a consolidação de uma infraestrutura energética estável na região. O tema segue sob observação de analistas e do mercado energético internacional.

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