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Canadá não pretende buscar livre comércio com a China, diz Carney

Primeiro-ministro do Canadá afirma que não visa acordo de livre comércio com a China; o entendimento reduz tarifas apenas em setores específicos, frente a ameaças de Washington

Canada's prime minister, Mark Carney, left, met with China’s president, Xi Jinping, at the Great Hall of the People in Beijing, 16 Jan 2026.
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  • O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o Canadá não tem intenção de buscar um acordo de livre comércio com a China.
  • O acordo recente com a China reduziu tarifas apenas em setores específicos que haviam sido atingidos recentemente.
  • Carney lembrou que, sob o Acordo Estados Unidos–México–Canadá, há compromissos para não buscar acordos com economias não de mercado sem prévia notificação.
  • Em 2024, o Canadá aplicou tarifa de 100% sobre veículos elétricos chineses e 25% sobre aço e alumínio; a China respondeu com tarifas sobre canola, óleo de canola, porco e frutos do mar canadenses.
  • O regime inicial prevê quarenta e nove mil veículos chineses elétricos por ano, a uma tarifa de 6,1%, com expansão para cerca de setenta mil unidades em cinco anos; a China espera investir na indústria automotiva canadense dentro de três anos.

Canada afirma que não busca acordo de livre comércio com a China. O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o acordo recente com a China apenas reduziu tarifas em alguns setores, sem intenção de ampliar para um acordo de livre comércio.

A declaração ocorre em meio a uma ameaça de Donald Trump de impor tarifas de 100% sobre importações canadenses caso Ottawa feche um acordo com Beijing. Trump chamou a ideia de entregar o Canadá como rota para a China. O tema elevou tensões comerciais na região.

Carney explicou que, sob o acordo com EUA e México, há compromissos para não firmar tratados com economias não mercantis sem prévia notificação. Ele reiterou que o Canadá não pretende seguir esse caminho com a China ou qualquer outra economia.

Segundo o governo canadense, o acordo com a China reduziu tarifas de setores recentemente impactados. Em 2024, o Canadá aplicou tarifas de 100% sobre veículos elétricos chineses e de 25% sobre aço e alumínio, em resposta a medidas chinesas sobre canola, óleo e frutos do mar.

Desdobramentos e impactos

Em Davos, Carney afirmou que o Canadá pode investir na indústria automotiva local em troca de vantagens para as importações chinesas, com uma cota inicial de 49 mil veículos de EVs importados, aumentando para 70 mil em cinco anos. A meta é manter equilíbrio comercial com várias economias.

Trump reagiu às falas de Carney em redes sociais, sugerindo que o Canadá não deveria servir como passagem de produtos chineses para os EUA. O tema também envolve a agenda econômica dos EUA, com perspectivas de renegociação do acordo USMCA ainda neste ano.

Contexto internacional

As mensagens de Carney intensificam a disputa entre potências sobre influência econômica global. Enquanto o Canadá busca ajustar tarifas, os debates sobre soberania e alianças estratégicas permanecem em foco, com impactos previstos para setores como automóveis e agronegócio.

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