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Filho do presidente iraniano pede restauração da internet após protestos

Filho do presidente do Irã pede retomada da internet, dizendo que o bloqueio não resolve e aumenta o descontentamento entre povo e governo

A person uses his phone as he passes a large anti-US billboard in Enqelab Square in Tehran, Iran, on Sunday.
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  • Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, pediu a suspensão das restrições à internet no país, argumentando que isso não resolve o problema.
  • Ele afirmou que tentar adiar a circulação de imagens de protestos violentos apenas piora a insatisfação e amplia o distanciamento entre povo e governo.
  • O embargo digital está sendo suspenso de forma esporádica, em meio a disputas internas sobre os riscos políticos de manter o país desconectado.
  • Organizações de direitos humanos estimam milhares de mortos, com números que podem chegar a até 25 mil, e ainda há muitos detidos.
  • O hospital Farabi, em Teerã, informou que mais de 1.000 pacientes precisaram de cirurgia de emergência nos olhos devido aos ferimentos causados pelos protestos; relatos também mencionam críticas a ações de grupos estrangeiros.

Yousef Pezeshkian, filho do presidente Masoud Pezeshkian, pediu a desbloqueio da internet no Irã. Ele afirmou que nada se resolve atrasando a circulação de imagens e vídeos da violência contra os protestos, que foram duramente sufocados pelo regime. O tema está em disputa entre autoridades.

Segundo o filho do presidente, manter o corte digital aumentaria a insatisfação popular e ampliaria o abismo entre povo e governo. Ele escreveu em uma postagem no Telegram que as imagens dos protestos terão de vir à tona, de uma forma ou de outra.

A repressão violenta, durante o bloqueio, é tema de inquérito lento. Officiais reconhecem a circulação de vídeos, enquanto organizações de direitos humanos sugerem que milhares morreram. A Iran Human Rights estima até 25 mil mortes, com muitos detidos ainda.

Mudanças de tema

Relatos de hospitais em Teerã indicam demanda por cirurgias oftalmológicas emergenciais, com atendimento a mais de 1.000 pacientes, segundo o diretor do Farabi Eye Hospital. Comunidades locais também divulgam imagens de vítimas, incluindo crianças, nas redes.

Outras vozes do país criticam a resposta. Um líder muçulmano sunita, Molavi Abdolhamid, descreveu a violência de janeiro como massacre organizado. Diversas fontes destacam que as interpretações variam entre apoio à ordem e cobrança por responsabilização.

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