- Padre José Zanardini, sacerdote salesiano e antropólogo italiano, viveu entre comunidades Ayoreo no Chaco paraguaio desde 1978 e morreu em 19 de janeiro de 2026, aos 83 anos.
- Nascido em Brescia, Itália, em 1942, estudou engenharia em Milão e depois filosofia e teologia; fez doutorado em antropologia social na Inglaterra.
- Liderou o Centro de Estudos Antropológicos da Universidade Católica de Assunção por 22 anos e atuou em diversas instituições de ensino.
- Morou por anos em aldeias indígenas, promoveu projetos sociais, fundou escolas e criou rádios comunitárias, contribuindo para uma abordagem intercultural na pastoral.
- A trajetória é reconhecida por defender ouvir os povos originários e questionar o papel histórico das missões, mantendo o debate sobre impactos culturais e éticos da evangelização.
Father José Zanardini, sacerdote salesiano e antropólogo, faleceu em 19 de janeiro de 2026 aos 83 anos, em Paraguay. O legado dele envolve décadas de trabalho com comunidades indígenas, especialmente os Ayoreo no Chaco.
Nascido em Brescia, Itália, em 1942, Zanardini estudou engenharia e, depois, filosofia e teologia. Foi enviado ao Paraguai pela missão salesiana e concluiu doutorado em antropologia social na Inglaterra.
Durante 22 anos, dirigiu o Centro de Estudos Antropológicos da Pontifícia Universidade Católica de Assunção e lecionou em outras instituições. Participou de trabalhos sobre os Ayoreo e integração entre saberes.
Zanardini viveu por anos em aldeias, promovendo projetos sociais, fundando escolas e abrindo estações de rádio comunitárias. Atuou por meio da CONAPI, coordenação de pastoral indígena.
Um marco de sua atuação foi a construção de uma nova abordagem pastoral que valoriza a espiritualidade indígena, indo além de uma visão assimilacionista. Ele também colaborou em educação intercultural.
No entanto, estudos sobre missões religiosas com os Ayoreo apontam impactos negativos, citando devastação cultural causada por algumas ações missionárias. A história inclui episódios críticos, como uso de indivíduos para atrair comunidades.
Defensores apontam que Zanardini buscou transformar relações com base em aprendizado, cooperação e respeito, rejeitando a ideia de que os povos indígenas carecem de dignidade religiosa ou jurídica.
A vida dele é apresentada como um exemplo de diálogo que evita apropriação. O inflexível permanece: se alguém quer permanecer entre os Ayoreo, precisa aprender muito com eles.
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