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Moçambique sofre as piores inundações em geração; moradores buscam abrigo

Moçambique enfrenta as piores enchentes de uma geração, com mais de seiscentos e quarenta e duas mil pessoas afetadas e resgates em curso com ajuda internacional

EPA/Shutterstock A man in a red T-shirt and hat with the word 'Lifeguard' on helps a girl through flood waters in southern Mozambique. Behind them is a rubber speed boat with men around it.
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  • Enchentes em Moçambique atingem o sul do país, considerado as piores da geração, com equipes de resgate do Brasil, África do Sul e Reino Unido ajudando.
  • Mais de 642 mil pessoas foram afetadas desde 7 de janeiro; pelo menos 12 mortes confirmadas em dados provisórios.
  • Cerca de 4 mil pessoas estão em seis centros de abrigo, como escolas e igrejas, em Marracuene e áreas vizinhas; relatos de deslocados que perderam casas, animais e safras.
  • As vias principais foram alagadas, incluindo a N1, levando à suspensão de veículos entre Maputo e Gaza e a escassez de alimentos, coconut e combustíveis em várias regiões.
  • Autoridades avaliam adiar o início do ano letivo de 2026 para manter escolas abertas como abrigos temporários; moradores seguem improvisando abrigos em salas de aula.

O sul de Moçambique enfrenta as piores inundações da geração, com dezenas de milhares de pessoas resgatadas enquanto as águas continuam avançando. Equipes de resgate do Brasil, África do Sul e Reino Unido apoiam as operações de busca e salvamento.

Tomaz Antonio Mlau, 24 anos, morador de Marracuene, viu a casa ser tomada pelas águas do rio Inkomati. Em seguida, embarcou em um bote de resgate com a esposa e dois filhos em direção à cidade, levando apenas roupas.

Mraul, a família e outros abrigam-se em seis centros informais, como escolas e igrejas, que recebem cerca de 4 mil pessoas. Os desalojados relatam perdas de moradias, animais e lavouras.

Deslocamento e impactos

Farmers de áreas baixas contam com o apoio de guarnições de resgate que atuam sem cobrança. Francisco Fernando Chivindzi, produtor de arroz, perdeu casa, gado e plantações na região entre Hobjana e Macaneta.

A elevação súbita das águas preocupa moradores que permanecem nos abrigos. Chivindzi afirma que a cidade de Marracuene fica ao lado direito do rio e teme novas inundações.

Mais de 650 mil pessoas foram afetadas desde 7 de janeiro, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão de Desastres. Até o momento, são registradas 12 mortes.

Riscos e logística

A pesca de água de inundação pode piorar caso o rio Inkomati receba maiores vazões de uma barragem na África do Sul. A prefeitura de Marracuene estima que mais de 10 mil pessoas estão afetadas na região.

Com as vias principais interditadas, as autoridades interromperam o tráfego entre Maputo e Gaza. O resultado imediato são escassez de alimentos, combustível e itens básicos em várias comunidades.

Educação e próximos passos

Aninha Vicente Mivinga, policial e agricultora, relata dificuldades de alimentação nos abrigos. Ela também destaca dúvidas sobre retorno às escolas quando as regiões estiverem estáveis.

A ministra da Educação, Samaria Tovela, informou que pode haver adiamento do início do ano letivo de 2026 para manter as escolas como centros de acomodação, principalmente em Maputo e Gaza.

Mullinga afirma que, mesmo com a retirada das águas, muitos moradores não têm garantia de retornar aos imóveis originais. Alguns relatam pressa em retomar a vida, mas com cautela diante dos riscos.

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