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Reino Unido ingressa em grande projeto de parque eólico com nove países europeus

Reino Unido entra em grande parque eólico no Mar do Norte com nove países europeus, conectando parques a redes internacionais por cabos submarinos e avaliando impacto em tarifas

AFP via Getty Images An aerial image of 3/4 rows of wind turbines in the middle of the ocean forming a wind farm in the North Sea. Each turbine has a blade at the top and is supported by a pole above water and a base under water that is not visible in the photo.
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  • O Reino Unido vai apoiar uma grande frota de parques eólicos offshore no Mar do Norte, ao lado de oito países europeus, incluindo Noruega, Alemanha e Holanda.
  • O acordo visa reforçar a segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, segundo o governo.
  • Pela primeira vez, alguns parques serão conectados a múltiplos países por cabos submarinos chamados interconectores, o que pode baixar os preços na região.
  • Existe a chance de operadores venderem energia ao maior preço entre os países, o que pode aumentar as tarifas quando a oferta estiver mais curta.
  • O secretário de Energia, Ed Miliband, assinará a declaração em Hamburgo, com o compromisso de concluir o esquema até 2050.

O Reino Unido vai apoiar um vasto conjunto de projetos eólicos offshore no Mar do Norte, em cooperação com oito países europeus, entre eles Noruega, Alemanha e Países Baixos. O acordo visa aumentar a segurança energética ao fugir do que o governo chama de sobe e desce dos combustíveis fósseis.

Pelo menos parte dos novos parques será conectada a vários países por meio de cabos submarinos conhecidos como interconectores. Os defensores afirmam que a medida pode reduzir preços na região ao ampliar a concorrência entre mercados de energia.

Entretanto, a ideia pode gerar controvérsia: operadores dos parques eólicos poderiam vender energia ao maior lance entre diferentes países, o que poderia elevar tarifas quando a oferta estiver restrita. A proposta será assinada pelo secretário de Energia, Ed Miliband, em Hamburgo, na Alemanha, durante uma reunião sobre o futuro do Mar do Norte.

Jane Cooper, vice-presidente executiva da RenewableUK, destacou que o acordo deve reduzir custos para os consumidores e fortalecer a segurança energética do Reino Unido e da região do Mar do Norte. A senadora de oposição, Claire Countinho, afirmou que acelerar a construção de parques pode repassar custos aos consumidores.

Já existem redes de cabos submarinos que conectam as usinas aos sistemas elétricos europeus; o Reino Unido conta com 10 interconectores. A novidade é ligar parques eólicos diretamente a vários países, o que representa uma primeira em escala tão ampla.

Economistas de energia costumam ver benefícios na ampliação de conexões entre a Grã-Bretanha e redes europeias, incluindo potencial queda de custos e maior confiabilidade no abastecimento. A National Grid destacou estudos que apontam redução de pagamentos de restrição, quando a rede fica congestionada.

Um relatório recente indicou que consumidores britânicos já tiveram economia de cerca de 1,6 bilhão de libras com os interconectores existentes desde 2023. A vantagem mencionada envolve o ajuste de preços graças a diferenças de fuso horário, que permitem vender energia de horários de menor demanda para o Reino Unido.

Em paralelo, o tema gerou dúvidas na Noruega, onde há receios de que exportar energia para outros países reduza o fornecimento doméstico e eleve o custo para os consumidores noruegueses. O governo norueguês, então, criou regras para restringir exportações de energia quando o abastecimento interno pode ficar em risco. Além disso, Oslo recusou a autorização para um novo interconector com a Escócia.

Interconexões e impactos

O acordo entre o Reino Unido e os parceiros europeus prevê o cumprimento da meta de 2050 para a conclusão do programa. A iniciativa busca diversificar fontes de energia, reduzir dependências e, segundo autoridades, criar um mercado regional mais estável frente a oscilações.

A implementação dependerá de acordos regulatórios entre os países, além de investimentos em infraestrutura marítima, operações e sistemas de transmissão. As partes envolvidas ressaltam que o objetivo central é ampliar a segurança de fornecimento sem comprometer a competitividade tarifária.

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