- A primeira ministra Sanae Takaichi disse que a aliança Japão–Estados Unidos entraria em colapso se Tóquio não atuasse diante de um conflito entre China e EUA sobre Taiwan.
- Ela destacou, no entanto, que não há ação militar automática por parte do Japão e distanciou-se de comentários anteriores sobre uma possível resposta militar.
- A declaração foi feita em programa de TV transmitido ao vivo na segunda-feira, após críticas de um líder da oposição.
- Pequim reagiu com medidas como limites a exportações, cancelamento de voos e reiteradas cobranças de retratação.
- O Japão mantém a constituição pacifista, que proíbe ação militar direta, e a presidente tem chamado eleições antecipadas para 8 de fevereiro, visando capitalizar sua popularidade.
A chefe de governo japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que a aliança estratégica com os EUA entraria em colapso se Tóquio recusasse apoiar um conflito em Taiwan, mas afastou-se de afirmar uma resposta militar direta em tal cenário. A declaração ocorreu durante programa televisivo nacional na noite de segunda-feira.
Takaichi ressaltou que não busca ação militar unilateral caso China e EUA entrem em confronto sobre Taiwan. Ela declarou que, em caso de detecção de uma situação grave, seria necessário resgatar cidadãos japoneses e americanos na ilha e agir em conjunto, dentro da lei.
A premiê reiterou que o Japão agiria conforme a legislação existente, avaliando cada fato no terreno. Ela não detalhou cenários específicos nem citou medidas concretas, mantendo seu posicionamento alinhado à política de defesa do país.
As declarações vieram após críticas de lideranças oposicionistas que disseram que os comentários anteriores de Takaichi poderiam aumentar tensões com a China. Beijing reagiu com medidas de retaliação diplomática e comercial.
Takaichi, que assumiu o cargo em outubro de 2025, mantém elevada popularidade e anunciou a antecipação de eleições para 8 de fevereiro, buscando capitalizar seu apoio junto ao eleitorado. A pauta de defesa permanece central em seu discurso.
A constituição pacifista do Japão impede ação militar direta, mas permite defesa coletiva em casos de ameaça à sobrevivência do país, incluindo assistência a aliados sob ataque. Autores políticos discutem o equilíbrio entre isso e a dissuasão.
A diplomacia sino-japonesa permanece tensa desde novembro, quando a deputada sugeriu uma resposta militar caso Taiwan fosse atacada. Pequim contestou as alegações, cobrando retratação e impondo restrições comerciais.
Fonte: relato local de imprensa. Este texto reescreve informações públicas para informar de forma objetiva o que foi divulgado pela imprensa internacional sobre o tema.
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