- O Itamaraty anunciou que o Brasil assumiu a guarda da Embaixada do México no Peru, em meio à crise entre os dois países, neste domingo, 25.
- A medida, solicitada pelo México e com consentimento formal do Peru, envolve a proteção dos prédios da representação, da residência do chefe da missão, além de bens, documentos e arquivos oficiais.
- A ação está amparada pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961.
- A crise Peru–México se intensificou desde 2022, com o rompimento de relações após o México conceder asilo à ex-primeira-ministra Betssy Chávez; o Peru pediu a saída da encarregada Karla Ornela, e o México classificou a decisão como desproporcional.
- Em agosto de 2024, o Brasil já atuava representando interesses do Peru e da Argentina na Venezuela, situação mencionada para contextualizar a atuação diplomática brasileira em crises internacionais.
O Ministério das Relações Exteriores anunciou neste domingo 25 que o Brasil assumiu a guarda da Embaixada do México no Peru. A medida, tomada em meio a uma crise entre os dois países, inclui a proteção dos prédios, da residência do chefe de missão e de bens, documentos e arquivos oficiais. A ação se ampara na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
A decisão foi solicitada pelo governo mexicano e recebeu consentimento formal das autoridades peruanas. Segundo o Itamaraty, a representação abrange a guarda dos locais da Embaixada do México no Peru e de seus itens, conforme os incisos b e c do artigo 45 da Convenção de Viena.
A crise entre Peru e México se intensificou em novembro do ano passado, quando o Peru rompeu relações após o México conceder asilo à ex-primeira-ministra Betssy Chávez. Chávez responde a processos relacionados à tentativa de golpe de 2022.
O governo peruano determinou que Karla Ornela, encarregada da embaixada mexicana em Lima, deixasse o país. O México classificou a decisão como excessiva e desproporcional, defendendo o asilo como legítimo segundo o direito internacional.
O México tem tradição de conceder asilo a perseguidos políticos. Entre os últimos anos, o país acolheu exilados como Evo Morales e Jorge Glas. As relações diplomáticas passaram a ficar reduzidas, com a retirada de embaixadores de ambos os lados, embora o comércio bilateral permanecesse ativo.
Brasil em ações diplomáticas externas
Em 2024, o Brasil passou a representar os interesses do Peru e da Argentina na Venezuela, em meio à crise envolvendo Nicolás Maduro e Javier Milei. A decisão ocorreu durante tensões entre Lula e Milei e foi recebida com expectativa no cenário regional.
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