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Chefe do Exército de Uganda nega agressão contra esposa de líder da oposição

Chefe do Exército de Uganda nega acusações de agressão contra a esposa de Bobi Wine após invasão noturna à residência em Kampala

Muhoozi Kainerugaba of the Uganda People's Defence Force (UPDF), the son of Uganda's President Yoweri Museveni, who leads the Ugandan army's land forces, looks on during his birthday party in Entebbe, Uganda May 7, 2022. REUTERS/Abubaker Lubowa/File Photo
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  • O chefe do Exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, negou as acusações de Bobi Wine de que soldados atacaram a esposa do opositor durante uma operação noturna em casa.
  • Wine afirmou que tropas arrombaram o imóvel no bairro Magere, em Kampala, agrediram funcionários e asfixiaram Barbara Kyagulanyi, levando-a a buscar atendimento médico.
  • O opositor, que está se escondendo desde a eleição presidencial contestada, disse que não estava em casa no momento do suposto ataque.
  • Kainerugaba disse, em post no X, que o Exército “não bate em mulheres” e que estão buscando o marido de Wine, não a esposa.
  • Wine acusações contra segurança desde a eleição de 15 de janeiro, na qual Museveni foi reeleito com 71,6% dos votos; o governo nega abusos e grupos de direitos humanos questionam o uso das forças.

O chefe do Exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, negou nesta segunda-feira as alegações do opositor Bobi Wine de que soldados atacaram a esposa dele durante uma incursão noturna na residência do casal, em Magere, subúrbio de Kampala. A denúncia foi feita após o raid ocorrido na pernoite de sexta para sábado.

Wine, cujo nome legal é Robert Kyagulanyi, afirmou que tropas invadiam a casa e agrediram funcionários, além de asfixiarem Barbara Kyagulanyi, levando-a a buscar atendimento médico. Wine disse não estar em casa no momento do ocorrido.

Kainerugaba, filho do presidente Yoweri Museveni, publicou em X que o Exército não agride mulheres e afirmou que a operação buscava o marido de Wine, não a esposa. A denúncia ocorre no contexto de eleições de janeiro, vencidas por Museveni com 71,6% dos votos, comWine contestando os resultados.

Contexto da eleição e desdobramentos

Organizações de direitos humanos e a oposição acusam o governo de usar as Forças Armadas para sufocar dissidência, acusação negada pelo governo. Wine, que ficou em segundo lugar, permanece desaparecido após alegações de perseguição desde a eleição contestada. Autoridades não esclareceram os motivos da busca atribuída ao governo.

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