- O chefe do Exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, negou as acusações de Bobi Wine de que soldados atacaram a esposa do opositor durante uma operação noturna em casa.
- Wine afirmou que tropas arrombaram o imóvel no bairro Magere, em Kampala, agrediram funcionários e asfixiaram Barbara Kyagulanyi, levando-a a buscar atendimento médico.
- O opositor, que está se escondendo desde a eleição presidencial contestada, disse que não estava em casa no momento do suposto ataque.
- Kainerugaba disse, em post no X, que o Exército “não bate em mulheres” e que estão buscando o marido de Wine, não a esposa.
- Wine acusações contra segurança desde a eleição de 15 de janeiro, na qual Museveni foi reeleito com 71,6% dos votos; o governo nega abusos e grupos de direitos humanos questionam o uso das forças.
O chefe do Exército de Uganda, Muhoozi Kainerugaba, negou nesta segunda-feira as alegações do opositor Bobi Wine de que soldados atacaram a esposa dele durante uma incursão noturna na residência do casal, em Magere, subúrbio de Kampala. A denúncia foi feita após o raid ocorrido na pernoite de sexta para sábado.
Wine, cujo nome legal é Robert Kyagulanyi, afirmou que tropas invadiam a casa e agrediram funcionários, além de asfixiarem Barbara Kyagulanyi, levando-a a buscar atendimento médico. Wine disse não estar em casa no momento do ocorrido.
Kainerugaba, filho do presidente Yoweri Museveni, publicou em X que o Exército não agride mulheres e afirmou que a operação buscava o marido de Wine, não a esposa. A denúncia ocorre no contexto de eleições de janeiro, vencidas por Museveni com 71,6% dos votos, comWine contestando os resultados.
Contexto da eleição e desdobramentos
Organizações de direitos humanos e a oposição acusam o governo de usar as Forças Armadas para sufocar dissidência, acusação negada pelo governo. Wine, que ficou em segundo lugar, permanece desaparecido após alegações de perseguição desde a eleição contestada. Autoridades não esclareceram os motivos da busca atribuída ao governo.
Entre na conversa da comunidade