- O grupo de ataque da aeronaveiro USS Abraham Lincoln deslocou ativos para a região, aumentando a possibilidade de ataques militares contra o Irã.
- EUA e Israel seriam capazes de usar esse poder de fogo para tentar derrubar o governo, ainda que os navios ainda não estejam em posição final.
- O Irã reagiu com alerta, dizendo que ataques visam a liderança política e citando riscos de novas protestos, em meio a uma inflação de 60% registrada recentemente.
- O governo iraniano afirmou monitorar movimentos estrangeiros e afirmou que uma eventual agressão violaria o sistema internacional, prometendo resposta caso haja ataque.
- O mercado iraniano registrou queda histórica, enquanto a Arábia Saudita e outros países regionais disseram que não permitirão uso de espaço aéreo ou águas territoriais para ataques; nos EUA, exercícios na região foram anunciados para demonstrar capacidade de desplegar força.
O grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln já desloca ativos-chave para o Mediterrâneo, aumentando o potencial de ataque contra o governo iraniano. Observadores afirmam que a ação pode envolver também aeronaves israelenses.
Segundo relatos, Washington possui firepower suficiente em conjunto comAssinamento de aeronaves de Israel para visar a liderança política e intensificar a pressão sobre os protestos que se tornam alvo desde 1979. Não está claro quando ocorreria qualquer ofensiva.
Os navios norte-americanos, incluindo destróieres de misseis guiados, já estão próximos ao Irã e em alcance de ataque, embora ainda não na posição final. A possibilidade de novos ataques continua a gerar tensão na região.
Contexto regional
O mercado de ações do Irã sofreu queda recorde na segunda-feira, em cenário de incerteza. Várias potências do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, disseram não permitir uso de espaço aéreo ou águas territoriais para um ataque.
Nos EUA, exercícios militares anunciados para demonstrar capacidade de mobilizar força aérea ocorrem em meio a discussões sobre a estratégia de política externa. A imprensa internacional aponta que militares buscam demonstrar prontidão regional.
Alguns analistas destacam que o objetivo de qualquer escalada não seria apenas conter o programa nuclear, mas pressionar a liderança para conter protestos internos. A inflação iraniana, segundo novas informações, atingiu níveis elevados recentemente.
Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança, acusações de tentativas de minar a coesão social antes de eventuais ataques e descreve táticas que, segundo ele, visam provocar conflito civil.
Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, negou negociações com o enviado especial dos EUA e afirmou monitorar movimentos militares, ressaltando que ameaças contrariam o sistema internacional.
O chefe da Justiça, Mohseni-Ejei, reiterou que o Irã não deve retornar às negociações, em meio a pressões internacionais sobre sanções e inspeções, com repercussões sobre o cenário interno e externo.
Estimativas de mortos entre os protestos variam conforme fontes, com relatorio de organizações de direitos humanos apontando milhares de óbitos. A contabilidade oficial permanece não consolidada, alimentando divergências internacionais.
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