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Irã prende manifestantes hospitalizados, segundo especialista da ONU

Especialista da ONU afirma que forças iranianas removem manifestantes de hospitais e os detêm, violando o direito médico; famílias enfrentam cobranças de resgate

Scenes from Tehran following protests
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  • A especialista independente da ONU para o Irã afirmou ter recebido relatos de que manifestantes atendidos em hospitais teriam sido removidos e detidos pelas forças de segurança, violando o direito à assistência médica.
  • Sato informou que famílias enfrentam exigências de resgate entre US$ 5.000 e US$ 7.000 para recuperar corpos, aumentando o peso econômico no país.
  • Segundo a pesquisadora, tais ações criam um efeito de intimidação, desencorajando pessoas a buscar atendimento médico e colocando a saúde em risco.
  • Ela disse que o comportamento também viola a neutralidade médica, já que médicos, hospitais e pacientes devem ser protegidos para garantir cuidado impar.
  • Em relatos, protestos em 31 províncias têm mostrado ferimentos graves, com tiros no peito e na cabeça e aumento de lesões oculares por pellet, apontando uso de força desproporcional.

A especialista da ONU para o Irã afirmou ter recebido relatos de queue de protestantes ligados aos atos em todo o país sendo removidos de hospitais e detidos pelas forças de segurança, numa possível violação do direito à assistência médica. A declaração foi feita a repórteres via videoconferência, com data de 26 de janeiro, em Genebra.

Segundo Mai Sato, os relatos indicam que famílias enfrentam pedidos de resgate entre 5 mil e 7 mil dólares para liberar corpos, aumentando o sofrimento em meio à crise econômica. Ela descreveu a prática como um golpe adicional ao luto das famílias.

Essas ações criam um efeito de intimidação, levando pessoas a abandonarem o atendimento médico por medo de detenção, afirmou a especialista. A atuação também seria uma violação da neutralidade médica, conforme as Convenções de Genebra, que protegem médicos, hospitais e pacientes.

Protestos pacíficos em 31 províncias iranianas têm sido marcados por uso de força letal, com tiros na região torácica e cefálica. A gravidade das feridas aponta para uso indiscriminado por parte das forças de segurança, disse Sato, ressaltando que a força só é permitida como último recurso e com proporcionalidade.

Além disso, a especialista mencionou um aumento de ferimentos oculares causados por lacrimeadores de pellet, e destacou que a imputação de ações aos manifestantes como terrorismo agrava o sofrimento das famílias e justifica duras medidas de repressão.

Impacto humano e legal

A pesquisadora afirma que identificar os protestos como insurgentes complica ainda mais a proteção legal dos envolvidos. Ela avaliou que a combinação de detenções em meio a cuidados médicos fragiliza a confiança da população nas instituições estatais e no direito internacional.

Contexto internacional

O relatório da ONU sobre o Irã chega em meio a críticas globais sobre a resposta às manifestações. A agência destaca a necessidade de garantir atendimento médico sem interferência e de investigar denúncias de abusos, de modo a preservar a integridade física e a vida dos protestantes.

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