- Itália vai pedir aos parceiros da União Europeia para incluir os Guardiões da Revolução Iraniana (IRGC) no registro de organizações terroristas da UE, segundo o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani.
- Tajani afirmou que a posição italiana está mudando e que a repressão iraniana contra protestos, que teriam deixado milhares de mortos, não pode ser ignorada.
- Ele pretende apresentar a proposta na reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, que ocorre em Bruxelas na quinta-feira.
- A medida prevê ações legais, financeiras e diplomáticas que limitariam fortemente a atuação dos IRGC na Europa, caso sejam classificados como grupo terrorista.
- O IRGC, criado após a revolução de sessenta e nove, possui grande influência na economia e nas Forças Armadas do Irã e está envolvido em programas de mísseis balísticos e nucleares; alguns países da UE já discutiram a sanção, enquanto outros temem romper laços com Teerã.
O governo italiano informou que pedirá aos parceiros da União Europeia para incluir os Guardiões da Revolução Iraniana (IRGC) no cadastro europeu de organizações terroristas. A iniciativa marca uma mudança de posição de Roma, que antes resistia à denominação do grupo como terrorista.
Segundo Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores, a repressão iraniana contra protestos ocorrida neste mês — que teria ceifado várias vidas civis — não pode ser ignorada. Tajani deve levar o tema a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, em Bruxelas, nesta quinta-feira.
A designação seria acompanhada de sanções individuais para quem for responsabilizado pelos atos. Não é apenas um reconhecimento político; a classificação impõe medidas legais, econômicas e diplomáticas que limitariam as operações do IRGC na Europa.
O IRGC, criado após a Revolução de 1979, exerce grande influência na economia e nas forças armadas do Irã, além de estar envolvido em programas de mísseis balísticos e nucleares. Apesar de já sofrer sanções de direitos humanos, a inclusão na lista de terroristas ampliaria controles e restrições.
Países da UE apresentam diferentes níveis de cautela. Alguns temem romper laços com Teerã e comprometer negociações sobre nuclear e retirada de cidadãos europeus presos no Irã. A violência contra manifestantes reforçou o debate sobre o tema, com apoio de diplomatas de França, Itália e Espanha, segundo fontes da UE.
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