Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Japão pede a pescadores que evitem ilhas sensíveis por temor à China

Japão orienta pescadores a evitar Senkaku/Diaoyu para não inflamar disputa com a China, sinalizando recuo de atividades econômicas na região

Hitoshi Nakama, a fisherman and local councilor in Ishigaki who has been fishing around a group of disputed islands called Senkaku Islands in Japan, also known in China as Diaoyu Islands, speaks during an interview with Reuters in Ishigaki
0:00
Carregando...
0:00
  • Pescadores japoneses foram orientados a evitar os ilhéus remotos Senkaku (Diaoyu), para não acirrar a tensão com a China.
  • A medida sinaliza uma mudança de postura de Tóquio, que antes tolerava as viagens como forma de afirmar controle sobre as ilhas não habitadas.
  • As ilhas são administradas pelo Japão, mas também são reivindicadas pela China, aumentando o risco de confronto com a guarda costeira chinesa.
  • Um encontro em Tóquio, em dezoito de dezembro, com o pescador Hitoshi Nakama, relata que a ministra das Finanças teria dito que incidentes pequenos podem evoluir para guerra; o pescador interpretou como pedido para evitar as saídas.
  • Alguns especialistas e pescadores apontam que manter atividade econômica representa demonstração de controle, mas pode levar a uma escalada caso as partes reajam; os Estados Unidos se posicionaram contra mudanças unilaterais do status quo.

Hatoshi Nakama, 76, é um pescador que navega próximo aos arquipélagos disputados no mar da China Oriental, conhecidos como Senkaku no Japão e Diaoyu na China. Direcionadas pela preocupação diplomática, autoridades japonesas pediram a Nakama e a outros pescadores que evitem as ilhas remotas para reduzir tensões com Pequim. A mudança ocorre após anos de aceitabilidade de suas incursões.

O conjunto de pedidos foi revelado pela Reuters como sinal de recuo diplomático. As autoridades não confirmaram se as sugestões partiram diretamente do governo de Takaichi, atual primeira-ministra, ou se decorrem de apelos dos EUA, aliado de longa data do Japão. Tokio mantém as ilhas como território essencial, apesar das reivindicações chinesas.

Dois pescadores relataram recepção de ligações de autoridades durante viagens planejadas a fim de evitar as ilhas. Um deles, Kazushi Kinjo, recebeu contatos para suspender a saída logo antes de zarpar, enquanto outro, ligado a Nakama, foi convidado a evitar a região para não agravar a situação.

Satsuki Katayama, ministra da Fazenda, recebeu Nakama em 19 de dezembro e sugeriu cautela, sem mencionar explicitamente a desistência. A declaração oficial do Ministério das Relações Exteriores reforça a posição de que as ilhas pertencem ao Japão e que houve protestos diplomáticos por incursões chinesas.

Analistas apontam que o afastamento temporário de atividades de pesca pode reduzir o risco de confronto imediato com guarda-costas chineses, mas também pode ampliar a prática de China de pressionar por maior presença na área. Especialistas destacam que manter atividade econômica é útil para demonstrar controle, porém envolve riscos.

Nakama, que atua como conselheiro municipal em Ishigaki, diz que demonstração de atividade econômica ajuda a manter a soberania. Kinjo afirma que a pesca é sua principal fonte de renda, destacando a importância das águas ricas em red snapper. Ambos planejam retornar à região quando as condições permitirem.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais